A saída do Juca e os desafios para a MinC

Postado em 23 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Fragilidade institucional do MinC será desafio, diz Juca

Informações da Folha de São Paulo,

Juca Ferreira não escondeu de ninguém o desejo de permanecer no Ministério da Cultura. Não conseguiu. Depois de dois dias de recolhimento, Ferreira falou à Folha, por telefone, pouco antes da primeira entrevista coletiva de sua sucessora. (APS)

Folha - Como o senhor recebeu a notícia de que sairia do ministério?
Juca Ferreira - Com tranquilidade. Não há choque. A política tem vários elementos e sua resultante é produto de várias opiniões e determinações. Nunca trabalhei com a ideia de que era natural que fosse eu o ministro. Mas havia um reconhecimento da área cultural de que a continuidade podia ser boa.

O fato de o senhor não ser do PT pesou na decisão?
Pesou. O tempo inteiro foi dito que eu não tinha um partido por trás.

Muita gente enxerga, por trás da escolha, a retomada do projeto inicial do PT, parcialmente abandonado quando Gilberto Gil assumiu. O senhor acredita que a nova ministra retomará o programa petista para a cultura?
É difícil me transportar para o lugar dela. Falei com ela ontem para marcar uma reunião e ela se mostrou muito positiva em relação ao que foi feito até aqui. Estarei com ela na segunda, em Brasília, e aí vou ter contato pela primeira vez com as ideias dela.

Quais são os principais problemas que ela vai enfrentar?
O ministério, no governo Lula, saiu do quase nada para alguma coisa. Brinco que, de um a cem, caminhamos 36,7. Temos uma fragilidade institucional. Ela terá que enfrentar algumas questões administrativas e aprofundar as políticas.

Qual a melhor herança que a sua gestão deixa?
A criação de um diálogo com o meio cultural.

E qual a maior frustração?
Ah, são tantas... Mas frustração é uma palavra forte, até porque saio com a sensação do dever cumprido. Se tivéssemos sido sensatos, não teríamos chegado onde chegamos. Mas bibliotecas continuaram sendo fechadas. Abrimos milhares de bibliotecas, modernizamos e zeramos o número de municípios sem biblioteca e, pela pesquisa do IBGE, descobrimos que ao menos 300 fecharam.

Além das reformas da lei Rouanet e do direito autoral, o que o ministério terá de enfrentar?
Antevejo a necessidade de uma reforma profunda na Funarte, que é desaparelhada, desestruturada e ainda está num nível primário de formulação das políticas.

A Funarte também foi o centro de um conflito político do Ministério com o Antonio Grassi.
Prefiro não falar disso.

Quais são os seus planos?
Não tenho planos. Vivo do que eu trabalho. Vou ver qual é a melhor proposta de trabalho. Mas a assembleia familiar manifestou o desejo de continuar em Brasília.

Retrato de um país que não exporta sua cultura

Postado em 22 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

ONU divulga o Brasil em 26º lugar na lista de exportadores de bens culturais

Informações Jamil Chade - O Estado de S.Paulo

O Brasil se orgulha de ter uma cultura reconhecida em todo o mundo e ter sua música como um dos ícones da expressão mundial. Mas não passa na prática de país marginal em termos de exportação de cultura e, na realidade, já é deficitário nesse setor. Hoje, o Brasil já importa mais bens culturais que exporta. Isso é o que revela dados da ONU e que mostram que as vendas de produtos culturais do País no exterior são insignificantes em comparação ao volume de comércio global.

No mundo, bens e serviços culturais movimentaram US$ 592 bilhões em 2008, último ano antes da pior crise econômica em décadas. Para a ONU, que pela primeira vez compilou dados globais sobre a cultura, o setor que é conhecido como das "indústrias criativas" já é hoje um dos mais dinâmicos da economia mundial.

Em apenas seis anos, o volume mais que dobrou. O carro chefe desse comércio são mesmo a exportação de produtos, totalizando US$ 407 bilhões, como música, artes plásticas, artesanato, filmes, objetos de decoração e até carpetes.

Mas, no caso do Brasil, o País representa pouco mais de 0,2% desse total. Em 2008, o País exportou apenas US$ 1,2 bilhão em bens culturais, um crescimento de apenas 5% ao ano na década. O volume é o mesmo exportado por Portugal e Romênia.

Em 2008, as importações de bens culturais chegaram a US$ 1,7 bilhão. Na prática, o País tem hoje um déficit de US$ 500 milhões no setor cultural. Outra constatação da ONU foi de que, desde 2002, o Brasil foi o País que mais incrementou suas importações de bens culturais no mundo. A expansão foi de 33% em apenas seis anos, revertendo a balança comercial que era favorável ao Brasil no início da década para ter pela primeira vez, em décadas, um déficit cultural.

O problema também é vivido por outros países latinos, que não conseguem exportar sua riqueza cultural e artesanatos de maias, incas e vários outros grupos. "O potencial das indústrias criativas na América Latina não foi totalmente explorado", afirmou a análise de quase 400 páginas elaborada pela ONU.

O Brasil não faz parte nem mesmo dos 20 maiores exportadores entre os países emergentes: está em 26.º lugar. Índia, Turquia, Tailândia, Coreia e Malásia aparecem acima do Brasil. Na América Latina, a liderança é do México, que conseguiu até mesmo que a Unesco declarasse há poucas semanas sua cozinha como patrimônio da humanidade.

Mas o que mais impressiona a ONU é que, nesse comércio, a liderança já é da China. Muitos dos CDs, filmes, mas também artesanato de outros países são hoje produzidos a um preço menor na China, que passou a receber fábricas e encomendas de todo o mundo, com vistas a tornar os produtos mais competitivos. As vendas chinesas ao mundo passaram de US$ 32 bilhões em 2002 para mais de US$ 84 bilhões, liderados pelo artesanato. Se o setor de serviços for adicionado ao cálculo, o valor total chegaria a US$ 122 bilhões.

Sem contar a China, porém, o que resta do mercado aos demais emergentes é uma fina fatia de apenas 11% do comércio mundial de bens culturais. O restante estaria todo nas mãos de países ricos.

Música. O raio-X do comércio mundial de cultura ainda mostra a concentração da produção musical nos países ricos. O comércio de música explodiu entre 2002 e 2008, passando de US$ 9,6 bilhões para mais de US$ 26 bilhões. Mas um quarto disso é gerado exclusivamente pela Alemanha, seguida pelos EUA, Holanda e Áustria. Apenas quatro conglomerados controlam a distribuição de 80% da música no mundo.

Não é por acaso que a América Latina praticamente não existe no comércio mundial de música, com apenas 0,2% dos fluxos mundiais, cerca de US$ 400 milhões por ano. O México é mais uma vez líder.

O teatro, por exemplo, é um espelho da incapacidade de exportar cultura na região. Grupos alemães faturam por ano US$ 5,6 bilhões nesse setor. Na Argentina, a exportação se limita a US$ 24 milhões gerado pelo tango. O Brasil nem aparece em tal ranking.

A única área em que o Brasil se destaca é na exportação de alguns serviços culturais, como o de arquitetura. No total, serviços culturais movimentam no planeta US$ 186 bilhões. O Brasil conseguiu abocanhar US$ 6 bilhões desse total, uma expansão de cinco vezes em comparação ao ano de 2002. Nesse setor de serviços, o Brasil representa um terço das exportações de emergentes e está no mesmo nível de países como Suécia ou a Itália.

Manifestação contra a retirada dos artistas da Avenida Paulista

Postado em 21 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha,

A manifestação pacífica contrária a Operação Delegada, iniciada pela prefeitura de São Paulo, que visa a retirada dos artistas que se apresentam na Av. Paulista, ocorreu segunda, dia 20 dezembro, e reuniu artistas de diversas artes e pessoas que passavam pelo Masp, local escolhido para o início e o termino da manifestação. Durante o cortejo, alguns artistas coletaram assinaturas da população em apoio à causa dos artistas de rua e distribuíram panfletos com os dizeres: Eu apoio os artistas de rua!

A manifestação chegou ao fim com a leitura de uma carta manifesto pró artistas de rua.

A atitude da prefeitura de São Paulo é considerada inconstitucional, pois fere o Art. 5º da Constituição, que preserva o direito de livre expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação.

Dilma escolhe Ana Buarque de Hollanda para o Ministério da Cultura

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

Quem é a nova ministra Ana Buarque de Hollanda, além de ser irmã de Chico Buarque:

Informações do G1,

Nova ministra da Cultura foi diretora do Centro de Música da Funarte.

Chico Buarque declarou apoio a Dilma Rousseff durante eleição.

Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e irmã do cantor Chico Buarque, Ana Maria Buarque de Hollanda foi escolhida pela presidente eleita, Dilma Rousseff, para comandar o Ministério da Cultura.

Ela trabalhou no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria Municipal de São Paulo, de 1982 a 1985, e chefiou o setor de música do órgão. Foi também Secretária de Cultura do Município de Osasco, entre 1986 e 1988, e diretora do Centro de Música da Funarte, entre 2003 e 2007.

Nascida em 12 de agosto de 1948, no Rio de Janeiro, estreou nos palcos aos 16 anos, acompanhando o irmão Chico Buarque, como integrante do quarteto As Quatro Mais, no show "Primeira Audição". Em sua carreira, além de três discos próprios, tem participações em discos de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho e Miúcha.

Como atriz, participou de vários espetáculos, entre eles "O Reino Deste Mundo", dirigido por Amir Haddad. Escreveu, em parceria com a dramaturga Consuelo de Castro, a peça "Paixões Provisórias" e em 1993 participou do musical "Nunca Te Vi, Sempre Te Amei".

Lei que garante participação de cooperativas em licitações é sancionada pelo presidente Lula

Postado em 17 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 15, a Lei 12.349/10 (MP 495/10), que altera o texto da Lei 8.666/93, passando a dar preferência, nas licitações públicas, a produtos e serviços brasileiros, ainda que tenham preços até 25% maiores do que os de estrangeiros. Publicada hoje, 16, no Diário Oficial da União, a nova lei, em seu artigo terceiro, primeiro parágrafo, explicita que não pode haver restrições, por parte de agentes públicos, à participação de cooperativas nas licitações.

Para o presidente da Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo (Ocesp), Edivaldo Del Grande, esta lei ratifica de uma vez por todas o direito de as cooperativas participarem de licitações públicas. “Não há mais o que questionar. O cooperativismo está legalmente respaldado para participar de licitações. O que vem acontecendo aqui em São Paulo é injusto e, acima de tudo, ilegal”, diz Del Grande, referindo-se ao Decreto 55.938/10 assinado pelo governador de São Paulo, Alberto Goldman, em junho deste ano. O decreto de Goldman impede a participação de cooperativas de trabalho e de transporte em licitações da administração pública direta e indireta.

A inclusão das cooperativas no texto final da referida lei foi fruto de uma ampla articulação da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) com os deputados integrantes da Frencoop, capitaneada por Arnaldo Jardim (PPS/SP) e Odacir Zonta (PP/SC). O Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade no Congresso. Segundo Arnaldo Jardim, essa é a prova do reconhecimento do Parlamento e agora do Governo Federal sobre a importância do cooperativismo para a economia nacional.

“Há um princípio constitucional de reconhecer e fortalecer o cooperativismo. Porém, muitas vezes há incompreensão sobre a função e a relevância das cooperativas. Isso tem acontecido no âmbito da administração pública, no Tribunal de Contas, por meio de portarias estaduais e municipais; tem acontecido pela ação danosa do Ministério Público do Trabalho. Por isso tudo, há necessidade de a legislação reiterar esse aspecto fundamental do cooperativismo. A menção agora feita nesse Projeto de Lei garante coerência com o princípio constitucional, e nós diligenciaremos para que isso seja rigorosamente respeitado”.

Lideranças comemoram

Para Inácio Junqueira, presidente da Central Nacional das Cooperativas de Profissionais da Educação (Cenacope), a sanção da Lei 12.349/10 (MP 495/10) deve ser muito comemorada. “Depois de tanta luta ao longo deste ano, finalmente podemos comemorar. Com essa lei, cai por terra o decreto do Governo Paulista que proibia nossa participação em licitações, pois a Lei Federal se sobressai ao decreto estadual”, comenta.

Para o presidente da Cenacope, que também é um dos líderes do Movimento Força Cooperativista, a Lei deve solucionar não só o problema de São Paulo. “Do nosso ponto de vista, a Lei 12.349/10 também enfrenta o Acórdão 1.815/2003 do Plenário do Tribunal de Contas da União, que recomenda a proibição da participação de cooperativas em licitações para a contratação de serviços”, observa Junqueira.

Fonte: OCESP

Por que as empresas não investem em cultura? Hoje tem debate na CCB sobre o tema

Postado em 16 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha,

Alguns dados são inquietantes e revelam que algumas empresas brasileiras não têm a cultura de investir em cultura.
De todo o imposto que as empresas pagam ao Governo, uma parte bem pequena, bem pequena mesmo, pode se destinada para o investimento no setor cultural. O problema é que nem esse valor, digamos, insignificante, que chega a zero vírgula quase nada, certas empresas destinam a cultura; o imposto recolhido está sendo direcionado totalmente para os cofres do Governo.

Como se chegou a esta situação? Quais são as causas?

Neste link: http://www.isatvideo.com.br/Canais/coopcultural você pode acompanhar e participar do debate “I Encontro sobre Incentivos à Cultura”, realizado pela CCB (mais informações no post abaixo) para conhecer os motivos que levam as empresas a não investir em projetos culturais e como captar recursos para o seu projeto.

O debate é hoje e começa às 15:00.

Encontro on-line discute sobre captação de recursos e investimento das empresas na área da cultura nesta quinta-feira

Postado em 13 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Nesta quinta-feira, dia 16 de dezembro, 15 horas, acontecerá na sede da Cooperativa Cultural Brasileira uma mesa redonda com o tema leis de incentivo, captação de recursos e patrocínio das empresas: “I Encontro sobre Incentivos à Cultura”.

O encontro será transmitido ao vivo pelo site da CCB, com possibilidade de participação via chat para perguntas e comentários.

Participarão deste encontro entidades, empresas e pessoas ligadas à área da cultura. Neste primeiro debate o tema principal será sobre a possibilidade de investimento que muitas empresas possuem mas não utilizam para o apoio à projetos culturais incentivados pela lei Rouanet. Questões sobre como investir, a importância deste investimento, seus benefícios e suas oportunidades etc, serão abordados.

O Instituto Cultural Brasil Plus é o principal convidado e apresentará uma pesquisa inédita sobre as empresas que investem hoje na cultura, o valor dos investimentos, como investir ainda em 2010, o comparativo do investimento do Ministério da Cultura e o das empresas, o potencial de investimento privado que ainda temos para trabalhar.

A realização é da Escola Cooperativa das Artes - ECCOA em parceria com a Cooperativa Cultural Brasileira– CCB(Cooperativa Cultural Brasileira – região Nordeste, Cooperativa Cultural Brasileira – região Centro Oeste, Cooperativa Cultural Brasileira – Minas Gerais, Cooperativa Cultural Brasileira – Rio de Janeiro, Cooperativa Cultural Brasileira – região Norte, Cooperativa Cultural Brasileira – região Sul), o Instituto Cultural Brasil Plus - ICBP, Federação Brasileira das Cooperativas de Cultura - FEBRACCULT, Associação Civil Cidadania Brasil – ACCB, Sindicato dos Trabalhadores das Cooperativas de Trabalho do Estado de São Paulo – SINTRACESP, Sindicato das Cooperativas de Trabalho do Estado de São Paulo – SINCOTRASP, Radar – Produção Cultural, Cooperativa Cultural Photon Filmes, Cena Lusófona, Roma Cultural, Jornal O Toque, Outros Sóis Web, Projeto Outubr Aberto - PROCOA.

O evento também tem o apoio do Ministério da Cultura-Regional São Paulo.

Os interessados, presentes em qualquer lugar, poderão participar online acessando o link no site da CCB www.coopcultural.org.br ou para quem estiver em São Paulo pode participar na sede da CCB fazendo sua inscrição pelo email tvcooperativa@coopcultural.org.br.

Este encontro também marca a inauguração do departamento de captação de recursos da Cooperativa Cultural Brasileira, a oficialização da Escola Cooperativa das Artes e o lançamento da TV Cooperativa que trabalhará com conteúdos educacionais e informativos sobre cultura e cooperativismo.

Mais informações pelo telefone: 011-3828-3447 ou 011-8850-0505 com Marília de Lima ou email marilia@coopcultural.org.br.

A Cooperativa Cultural Brasileira fica na Avenida Auro Soares de Moura Andrade 252, 5 andar – Barra Funda – ao lado do Memorial da América Latina.

Os 188 anos da Avenida Paulista

Postado em 8 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Hoje é o aniversário da Avenida Paulista, o lugar em que tudo se encontra e todos se encontram... Símbolo da beleza e do caos de se viver em uma das maiores cidades do mundo.

Vale Cultura e o mercado cultural

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

Uma das promessas do Governo para incentivar a cultura é o Vale Cultura.

O benefício deve começar a valer em 2011.

O  sistema funciona assim: com a adesão da empresa ao Vale Cultura, o trabalhador que recebe até cinco salários mínimos terá a sua disposição R$50 por mês para adquirir CDs, DVDs, ir ao cinema, assistir espetáculos e comprar livros. Será descontado 10% do beneficio no contracheque do trabalhador, o valor de R$ 5.
R$ 50 não parece muito, mas o montante total disponível vai injetar alguns bilhões anualmente no mercado cultural. Não é nada desprezível, quando, segundo informações do Minc:

Apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema uma vez por mês e 92% dos municípios não têm cinema, teatro ou museu. 92% da população nunca freqüentaram museus. Outros 93% nunca foram a uma exposição de arte. Quase 80% nunca assistiram a um espetáculo de dança. Os dados acima fazem parte de um documento elaborado pelo Ministério da Cultura para demonstrar a situação de calamidade quando se trata de investimentos para a área da cultura.

O Governo poderia se empenhar também para desonerar o setor cultural. Quando, por exemplo, você paga R$30 em um CD, 40% do valor do produto são impostos.

Existe uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que isenta de impostos a produção de CDs e DVDs de artistas brasileiros. A aprovação da PEC e medidas de desoneração são necessárias para se criar de fato um mercado consumidor de cultura.

O Vale Cultura é bem vindo, mas, sozinho, é apenas uma medida paliativa.

Comentários sobre o texto “Quem será o novo Ministro da Cultura”?

Postado em 7 de dezembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

Publico os comentários sobre a postagem da escolha do novo Ministro da Cultura.

Agradeço a contribuição dos leitores do blog. O texto ganhou uma nova dimensão com a contribuição de vocês.

Atualização da postagem anterior: Em alguns dias deve ser anunciado o escolhido. Parece que a presidente Dilma decidiu pelo ator José de Abreu. Artistas como: Fernanda Abreu, Roberto Frejat e Jorge Mautner pedem a permanência de Juca Ferreira no Minc. Não quero desmerecer o trabalho do Juca, mas duvido da permanência dele.

Comentários:

José Eduardo Pinheiro de Abreu disse...

A cultura no país e basicamente cinema e arte, o patrimonio e deixado de lado, isto é não há nenhum incenivo para que possa preservar melhor o nosso patrimonio. Não existe nas escolas, uma materia sobre o assunto patrimonio.

acho eu que fundamentalmente e a base de se preservar alguma coisa neste país e mais educar e preservar. Um exemplo de impunidade. O Museu da republica foi totalmente restaurado, tres meses depois pixado. Educar começa nas escolas.

Anônimo disse...

QUem não é o fundamental, mas qual será a política cultural do governo Dilma?

Quem ela nomear deverá saber conduzir a política estabelecida.

Nós "fazedores da cultura" devemos EXIGIR tais definições, e, chega de falr em política (que não seja cultural), a eleição acabou e não importa qual partido venceu. A Dilma é presidenta de todos nós (não foi minha opção), precisamos fazer nossa parte.

Áureo Lopes disse...

Essa lista está capenga, um dos nomes mais fortes não faz parte da lista, Angelo Osvaldo, prefeito de Ouro Preto, ex secretário estadual de cultura e amigo pessoal de Dilma.

Cooperativa Cultural Brasileira e Cena Lusófona aprofundam parceria

Postado em 29 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

A Cooperativa Cultural Brasileira organizou no passado dia 18 de Novembro, em São Paulo, um debate sobre a articulação e a dinamização de projectos de intercâmbio teatral entre os países da CPLP, Espanha e países latino-americanos. Rui Madeira representou a Cena Lusófona.

Abrindo o colóquio, a presidente da associação Marília de Lima divulgou o interesse estratégico-cultural-artístico em efectivar uma parceria entre a Cena Lusófona e a Cooperativa, através da organização de debates sobre a cena teatral ibero-lusófona, nas cinco regiões brasileiras, ao longo do ano de 2011.

Representando a Cena Lusófona, Rui Madeira expôs algumas áreas de actividade onde se poderão desenvolver projectos e acções conjuntas, propostas que visam unir a rede de alcance das duas instituições e das suas estruturas, aumentar a visibilidade pública das iniciativas e articular a comunicação com as instituições públicas.

Também foram discutidos projectos de acção concretos, tendo em conta, nomeadamente, as actividades do Ano de Portugal no Brasil, em 2012. A Cena Lusófona e a Cooperativa Cultural Brasileira pretendem apresentar propostas para integrar o respectivo programa, destacando a temática da lusofonia, na sua riqueza e complexidade.

O encontro contou também com a presença de Creusa Borges, directora e produtora do Circuito de Teatro Português de São Paulo, e de representantes do poder público, entre os quais Frederico Roth, do Ministério da Cultura do Brasil, e a assessoria do deputado federal Arnaldo Jardim.

Fonte: Paula Nunes / Pedro Rodrigues

Entrevista com a cooperada Elke Maravilha

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Elke Maravilha é uma artista que dispensa apresentações. Seja como atriz, intérprete musical, apresentadora ou modelo, sua personalidade artística rompe barreiras e causa impacto por onde passa ao unir ousadia, alegria, inteligência e irreverência. Na entrevista abaixo, Elke fala sobre momentos da sua carreira no cinema brasileiro.

Elke, você atuou em filmes brasileiros marcantes como Pixote, a Lei do Mais Fraco, do cineasta Hector Babenco e Xica da Silva, do diretor Cacá Diegues. Agrada a você a produção cinematográfica brasileira atual?

Elke: Além do Pixote e Xica da Silva, participei também do filme A Noiva da Cidade - com o roteiro do Humberto Mauro, um filme muito marcante do nosso cinema. Me agrada muito a produção atual, especialmente, filmes como Zuzu Angel e Salve Geral, do Sergio Rezende, e também Cidade de Deus, do Fernando Meireles. O brasileiro sabe fazer cinema muito bem. Os filmes americanos são puro entretenimento, os do Brasil têm mais arte.

Com a participação no filme “Xica da Silva” é possível perceber sua forte ligação com a cultura afrobrasileira. No cinema e na tevê, os papéis destinados a atores negros parecem ser sempre os mesmos, geralmente, baseados em estereótipos. Como você acredita que se possa mudar essa realidade?

Elke: Já está sendo mudada. Os atores negros estão ganhando mais espaço e melhores papéis... Estereótipos são péssimos.
O filme A Noiva da Cidade mostra uma médica negra e uma empregada branca para evidenciar como fazem mal os estereótipos. Fui criada em Minas Gerais em uma fazenda com pessoas negras. Todo o meu visual tem uma forte influência da cultura negra.

No blog existe uma matéria sobre a importância dos cineclubes e mostras para a formação cultural e divulgação dos filmes nacionais. Você conhece ou já teve alguma experiência com cineclubes?

Elke: São extremamente necessários os cineclubes e mostras para o cinema. Em Ipoema (distrito da cidade de Itabira- MG), com apenas 3 mil pessoas, é organizada todos os anos uma mostra, e o vencedor leva pra casa o troféu Elke Maravilha. Um senhorzinho de 80 anos, não lembro o nome dele agora, que fez um curta, levou o troféu deste ano.

Elke, obrigado pela entrevista e gostaria que você deixasse uma mensagem para os cooperados da CCB.

Elke: Desejo que a cooperativa continue sempre com força total. Sou fã da Marília (presidente da CCB) e da Gandia (vice-presidente da CCB). São duas pessoas idealistas. Então, crianças, cooperem muito!

A importância dos cineclubes e mostras para o cinema nacional

Postado em 26 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

O que diretores como: Jean-Luc Godard, Cacá Diegues, Wim Wenders e Glauber Rocha têm em comum? Todos estes grandes cineastas devem aos cineclubes a sua formação cinemátográfica.

Apesar da importância para a formação cultural, os cineclubes acompanharam o momento de baixa vivido pelo cinema brasileiro durante os anos 90 e tornaram-se escassos. A partir de 2003, amparados pela retomada da produção audiovisual nacional e com o aumento dos incentivos - O Ministério da Cultura, através de editais do Programa Cine+Cultura, tem contemplado diversos cineclubes com equipamentos, pacotes de programas e oficinas de formação cineclubista - o cineclubes passaram a viver um bom momento e novos locais surgiram pelo país.

Como o Difusão Cineclube, fundado no ano de 2004, na cidade de Atibaia, interior do Estado de São Paulo. “A missão do Difusão Cineclube é promover o acesso do público à produção cinematográfica brasileira”, diz a Coordenadora do Difusão Cineclube, Beth Verdegay. A coordenadora ressalta o papel dos cineclubes para o cinema brasileiro. “Os cineclubes são de suma importância para a formação cultural. Promovem o acesso aos bens culturais, difundem e debatem. São locais que disseminam a produção nacional de curtas, médias e longas metragens que não têm espaço no circuito comercial”, afirma Beth Verdegay.

A MEMOSTRA - mostra permanente de filmes paranaenses - é outro exemplo de espaço que exibe filmes ignorados pelo mercado. O projeto é realizado por uma cooperativa, a Photon Cooperativa Cultural. Os cooperados da Photon envolvidos na mostra trabalham voluntariamente. Desde 2009, através de uma parceria estabelecida com o Sesc Paraná, possui um local fixo e com boa infra-estrutura para divulgar trabalhos em curta, média e longa-metragem, não apenas do Paraná, mas também de outros estados.

A coordenadora da MEMOSTRA, Fabiana Moro, fala como a entidade sem fins lucrativos paga seus custos. “Não temos apoio do poder público. Os custos pagamos com o retorno da bilheteria das sessões, que custam R$ 4 inteira e R$ 2 meia-entrada. O dinheiro é destinado as despesas com impressão, material de papelaria, correio, endereço na internet, entre outras coisas”.

Para Fabiana, locais como cineclubes e mostras exercem a função de registrar e divulgar a produção local de forma organizada e acessível, além de estabelecer o contato entre os realizadores. A realização de um festival voltado para a produção local incentivaria o segmento, acredita Fabiana Moro. “O mercado de curtas é muito limitado, principalmente, para as produções paranaenses, que não possuem um festival dedicado a elas. Os festivais realizados no Paraná são nacionais e não tem uma categoria que favorece as produções locais”, afirma a coordenadora da MEMOSTRA.

Em defesa do cooperativismo

Postado em 25 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

Poucos conhecem o sistema cooperativista, as cooperativas de trabalho e todo o potencial delas como o deputado federal Arnaldo Jardim. Talvez, se o Ministério Público do Trabalho tivesse o mesmo conhecimento sobre a correta atuação das cooperativas do ramo de trabalho, como a Cooperativa Cultural Brasileira, não cercearia as atividades das sociedades cooperativas, agiria de forma mais sensata e teria condição de separar o joio do trigo.

Infelizmente, para o Ministério Público do Trabalho, as cooperativas de trabalho são todas iguais. O órgão não sabe distinguir as cooperativas idôneas das cooperativas que não respeitam os princípios cooperativistas e seus cooperados.

Agora é hora de falar de quem realmente conhece as cooperativas de trabalho. O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) faz parte da Frente Parlamentar do Cooperativismo e a sua atuação foi decisiva para aprovar a Medida Provisória 495, de autoria do deputado Odair Zonta (PP-SC), que garante a participação de cooperativas em licitações públicas. Para aprovar a Medida Provisória, Arnaldo Jardim argumentou no Plenário da Câmara que a exclusão das cooperativas das licitações públicas caracterizava "discriminação" contra essas sociedades. Agora ela segue para a aprovação do Senado Federal.

O deputado Arnaldo Jardim também defendeu na Câmara a votação, o quanto antes, do Projeto de Lei 4622/2004 - proposta que regulamenta as cooperativas de trabalho. Com a aprovação do Projeto de Lei, as cooperativas do ramo passam a contar com a segurança jurídica no desenvolvimento das suas atividades.

Somos 1.408 cooperativas de trabalho em todo o país, com mais 260 mil associados e podemos contribuir nesta luta para o fortalecimento do cooperativismo. Veja abaixo como ajudar:

Mande pelo menos 1 ofício para cada um dos Deputados Federais em Brasília, colocando como o cooperativismo é importante para o nosso País e para todos que nele trabalham ou se beneficiam dele. Como o PL 4622/2004, será importante para a regulamentação do setor, enfim, seja criativo, mas faça e envie pelo correio para o Gabinete do Deputado em Brasília. Depois cobre uma posição por e-mail e/ou pelas redes sociais. Se cada Dirigente de cooperativa visitar em seu Estado alguns deputados, vamos vencer essa batalha que até agora o MPT tem ganho todos os dia contra os cooperados, tirando o seu trabalho e empurrando chefes de família para a miséria. (Informações da EASYCOOP).

Discurdo do Deputado Federal Arnaldo Jardim no plenário da Câmara

Participação da CCB no 17º Congresso da ACI-Américas

Postado em 24 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Do dia 22 a 26 de novembro de 2010 acontece em Buenos Aires, Argentina, o 17° Congresso da ACI-Américas Regional: compromisso cooperativo para a preservação do planeta. A CCB participa da conferência regional das cooperativas das Américas, sendo representada pela presidente Marília de Lima e por Claudia Ferraresso, diretora do departamento de Projetos da Cooperativa.

A conferência regional é o principal evento anual da ACI Américas, em que as cooperativas da região se reúnem para trocar experiências, definir acordos e analisar e discutir em profundidade um tema. O congresso de 2010 tem o objetivo de promover a adoção de procedimentos destinados a preservar o meio ambiente para realizar o exercício da responsabilidade social de uma cooperativa e alertar sobre a importância da preservação do planeta, com a reafirmação da posição de compromisso, conforme o Pacto Verde Cooperativo, do movimento cooperativista para questões ambientais.

Veja as fotos do 17º Congresso da ACI-Américas aqui.

Legenda foto: Marilia de Lima (vestido preto), Claudia Ferraresso (vestido verde) e representantes de cooperativas das Américas.

Dia do Músico

Postado em 22 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


É comemorado no dia de hoje, 22 de novembro, o dia do músico, não importando o tipo de músico que você é, podendo ser erudito ou popular, letrista, compositor, professor, maestro, importando sim se a sua arte o completa.

Não podemos nos esquecer da padroeira dos músicos, Santa Cecília, santa dos músicos viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via ´Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convencê-lo.

Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo. Mito grego - Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.

Cooperativismo cultural alavanca o crescimento da economia criativa no Brasil

Postado em 18 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

Em 2005 o economista e professor americano Richard Florida lançou o livro “O Vôo da Classe Criativa”, que condiciona o desenvolvimento de uma nação a sua capacidade de promover um ambiente próspero para o crescimento da economia criativa. Para a publicação, Florida elaborou o Índice Global de Criatividade a partir de três critérios: Talentos,Tecnologia e Tolerância, os chamados três T’s” da Criatividade.

O primeiro quesito, Talentos, aborda o percentual da população com formação superior. Tecnologia mede o investimento em pesquisa e desenvolvimento. O último critério, Tolerância, um estudo subjetivo que através de pesquisas verifica a aceitação, pela sociedade, das minorias étnicas e religiosas.

O Brasil é quase lanterninha em todos os índices citados acima. As primeiras posições são ocupadas por: Suécia, Japão, Finlândia e Estados Unidos; o país aparece na 43ª posição, depois de Uruguai, Polônia, China, Argentina, Turquia, Chile, Índia e México, e fica à frente, apenas, no Índice Global de Criatividade, de países como Peru e România.

Para o professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA – Dennis de Oliveira, fatores como qualificação precária e fatos históricos levam o país a posicionar-se nas últimas posições do Índice. “O que salta os olhos destas variáveis que implicaram na colocação do Brasil são a baixa qualificação e o fato da chamada atividade criativa se desenvolver no país na dimensão informal da economia”, afirma o professor Dennis de Oliveira.

Em entrevista concedida ao jornal Executivo de Valor, Richard Florida diz que o Brasil só irá prosperar na economia da criatividade quando começar a pensar a economia de uma nova forma, que leve em conta e valorize produções artísticas, esportivas ou qualquer área de atuação envolvida com idéias, criatividade, imaginação e inovação. Ao criar um ambiente satisfatório para a execução de idéias inovadoras, a posição brasileira no Índice Global de Criatividade irá melhorar, afirma.

Para Dennis de Oliveira, só a valorização não será suficiente para que a Economia Criativa prospere no país: “o problema não é apenas a valorização destas atividades, mas principalmente construir mecanismos de gestão destes processos pelos próprios produtores artísticos, esportivos e culturais”. O professor da ECA aponta o cooperativismo cultural como um modelo que valoriza os produtores e gestores artísticos. “O cooperativismo é uma saída interessante para que enfrentemos a situação atual em que, ao mesmo tempo que a Unesco reconhece o direito à diversidade cultural e exorta no investimento no diálogo cultural; mais de 80% da produção cultural é controlado por seis oligopólios globais que atuam em todas as áreas de entretenimento”.

Desafios da cooperação cultural entre os países de língua portuguesa

Postado em 16 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e o Timor-Leste estabeleceram intercâmbios em diversas áreas, como tecnologia, ciência, educação, economia, esportes e também no campo das artes. Desde 2000, quando foi assinada a “Declaração do Estoril” – documento com as ações conjuntas para a promoção de políticas de intercâmbio - pelos Ministros da Cultura de cada nação, a cooperação cultural entre os países de língua portuguesa tem se fortalecido. Entre 2005 a 2006 foram assinados cinco acordos, além da criação de programas e o estabelecimento de parcerias.

Surgida no ano de 1996, após um programa de intercâmbio concebido pelo governo português, a Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral – com sede na cidade de Coimbra, tem exercido um papel de destaque para o fomento de intercâmbios culturais. As iniciativas da Cena Lusófona viabilizaram diversas co-produções de espetáculos e o Festival Estação - um evento anual e rotativo - que já passou por países como: Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Unidos por uma herança histórico-cultural e lingüística, nações nada simétricas e distintas em termos de tamanho e população, como Brasil e Cabo Verde, formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Para evitar que as diferenças entre os membros da CPLP se tornem obstáculos à integração cultural e também com o objetivo de ampliar o diálogo para além das decisões governamentais foi criado o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio.

O Encontro sobre Políticas de Intercâmbio, promovido pela Cena Lusófona, ocorreu em dezembro de 2009, em Coimbra, e reuniu artistas, agentes culturais, políticos e organizações de cultura que realizam um trabalho relevante na promoção de políticas de intercâmbio - a Cooperativa Cultural Brasileira participou do Encontro e foi representada pela presidente Marília de Lima – e teve a finalidade de definir um caminho focado em objetivos concretos e ao alcance de todos com respeito à diversidade e identidade cultural de cada nação.

Em 2011 a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa completa 15 anos de existência e, a “Declaração do Estoril” revela-se apenas uma carta de intenções. O trabalho realizado por organizações como a Cena Lusófona, que ressalta a importância do papel dos artistas e das organizações culturais no diálogo e formulação das políticas culturais, impede de ruir as bases para uma sólida construção da comunidade cultural de língua portuguesa.

Circuito de Debates sobre a Cena Teatral Lusófona e Ibérica

Postado em 11 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

A Cooperativa Cultural Brasileira em parceria com a Cena Lusófona e o Circuito de Teatro Português de São Paulo realizam, dia 18 de novembro, quinta-feira, a partir das 15h00 horas, na sede da Cooperativa, o primeiro de um ciclo de debates sobre a cena teatral nos países lusófonos e ibéricos. Os debates acontecerão uma vez por mês a partir de novembro de 2010 e irão ocorrer até o fim de 2011.

Nesta primeira edição, o convidado é Rui Madeira, diretor teatral e coordenador do Theatro Circo em Braga – Portugal – e um dos diretores da Cena Lusófona de Coimbra.

Principais objetivos do primeiro encontro:

- melhorar as relações entre os países de língua portuguesa e língua espanhola;

- discutir sobre as possibilidades e necessidades do mundo do teatro (do fazer teatral) destes países;

- integrar os artistas e produtores atuantes nessa área;

- possibilitar a criação e difusão de intercâmbios entre as nações lusófonas e ibéricas,

- discutir programações conjuntas para o ano de 2012 (ano do Brasil em Portugal e de Portugal no Brasil e ano internacional do cooperativismo realizado pela ONU), 2014 (Copa do Mundo) e 2016 (Olimpíadas).

Estão convidados diretores de teatro, atores, produtores, representantes do governo municipal, estadual e federal.

Informações podem ser obtidas pelo telefone 11-38283447 com Gandia Silva ou pelo email cenateatral@coopcultural.org.br.

Idealização: Cooperativa Cultural Brasileira e Festival Circuito de Teatro Português.

Apoio: Cena Lusófona, Ministério da Cultura - Representação Regional do Estado de São Paulo, FEBRACCULT – Federação Brasileira das Cooperativas de Cultura, CBEC – Conselho Brasileiro das Entidades de Cultura.

Realização: Escola Cooperativa das Artes

Contato: http://www.coopcultural.org.br/

Serviço:

Circuito de Debates sobre a Cena Teatral Lusófona e Ibérica
Data: 18/11 – Quinta-feira.
Horário: a partir das 15h00.
Local: Avenida Auro Soares de Moura Andrade, nº 252, 5º andar - Barra Funda, São Paulo/SP.

Departamento de Cultura e Fomento da CCB

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Daisy Cordeiro é coordenadora do departamento de Cultura e Fomento da CCB. O departamento é responsável por estabelecer o relacionamento entre cooperados e entidades contratantes como Sescs e prefeituras e, também, pelo recebimento e formatação de material dos cooperados para apresentação.

Qual o material necessário que o cooperado deve enviar para torna possível a contratação por instituições como Sescs e prefeituras?

Daisy Cordeiro: Release dos espetáculos contendo a sinopse, a ficha técnica completa, fotos com boa resolução, necessidades técnicas, mapas de som e luz. No caso dos segmentos teatro, dança e circo, um DVD com os espetáculos na íntegra. Para a área de música, duas faixas em MP3 e se tiver vídeo clipes, ou links de shows ao vivo na internet (Youtube, Myspace, site pessoal, etc.). Para as oficinas: objetivos, justificativas, metodologia, qual a carga horária, número mínimo e máximo de participantes, faixa etária, valor total da oficina ou valor por hora/ aula e material utilizado.
O cooperado tem que saber que a boa apresentação de seu produto reflete no resultado, que é trabalhar. Quanto mais completo o material melhor! Após o recebimento do material, ele é encaminhado às entidades contratantes.

Como foi estabelecido o relacionamento entre a cooperativa com Sescs, prefeituras e outras entidades contratantes?

Daisy Cordeiro: O relacionamento é estabelecido todos os dias. A Cooperativa Cultural Brasileira tem uma lista bastante completa de entidades contratantes, mas não paramos aí! Procuramos ficar sempre atentos à abertura de novos projetos de cultura, às convocações de editais de contratação das prefeituras do Município de São Paulo e do interior e de outros estados.
A grande meta é que a Cooperativa seja sempre consultada por essas entidades, para tanto é importantíssimo o cooperado acreditar na Cooperativa e utiliza – lá sempre, assim ela torna-se forte e com credibilidade no mercado cultural. A Cooperativa está sempre fomentando “Qualificação de Agentes Culturais”, como também, “Seminários sobre Cooperativismo” em diversas secretarias de cultura do Estado.Essas ações estreitam as relações entre o artista e a instituição cultural da sua cidade. A Cooperativa Cultural Brasileira possui cooperados em diversas regiões do país, como por exemplo: interior de São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte, etc.

Como o departamento de Cultura e Fomento se relaciona com os cooperados de outras regiões, e quais serviços são oferecidos a eles?

Daisy Cordeiro: Frequentemente convocamos os cooperados a atualizar seu material junto à Cooperativa. O trabalho desenvolvido pela Cooperativa tem que somar com a participação ativa do cooperado. Ao aparecer uma consulta em Recife, por exemplo, eu envio imediatamente o material que tenho arquivado. A Cooperativa está sempre de portas e ouvidos bem abertos a todos os cooperados, esclarecendo dúvidas e orientando. A cooperativa tem departamentos de projetos, administrativo e financeiro, capacitados para realizar qualquer tipo de empreendimento cultural. Um departamento de Comunicação para divulgação dos espetáculos via Twitter, blog, Orkut, Facebook, Youtube e jornal. E também a Escola Cooperativa das Artes, além da promoção de saraus, enfim, a intenção é sempre ampliar as oportunidades.

A importância da formalização do trabalho dos profissionais da cultura

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

O blog da CoopCultural realiza uma série de entrevistas com  autoridades e representantes do sistema cooperativista sobre a questão da informalidade dos trabalhadores do setor cultural. Veja a seguir as respostas.

Juca Ferreira, Ministro da Cultura


“A informalidade é um dos principais problemas na economia da cultura: atinge mais da metade dos trabalhadores da Cultura.

Sem a formalização, esses profissionais não se beneficiam de direitos fundamentais e não podem, ainda, participar de editais, do acesso a incentivo fiscal e nem de concorrências públicas.

O Ministério da Cultura prepara uma campanha para a formalização do trabalhador da cultura em parceria com o Sebrae. O objetivo é estimular duas opções de formalização: o Micro Empreendedor Individual (MEI) e o Simples Nacional.

Essa qualificação do trabalho na cultura por meio da formalização é fundamental para fechar o círculo virtuoso da dinamização da economia da cultura.

Esta dinamização inclui e exige a modernização da lei dos direitos autorais, a existência do Vale-Cultura e a reformulação da Lei Rouanet, que estamos tocando em conjunto com os artistas, o Congresso e o empresariado.”

Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras


“O Brasil é um país extremamente rico em cultura e formado por profissionais muito bem preparados para atuar na disseminação das diversas expressões culturais. A formalização desse trabalho não se traduz apenas nas relações celetistas, de emprego e salário, mas sim na relação trabalho e renda, que pode ser contratual e viabilizada por uma cooperativa. Tem-se clara, então, a importância das cooperativas para o reconhecimento, por parte da sociedade brasileira, desses profissionais, contribuindo diretamente para a união e fortalecimento da categoria, sua capacitação, conquistas de novas oportunidades no mercado de trabalho e para a valorização da profissão“.

Edivaldo Del Grande, presidente da Organização das Cooperativas de São Paulo


“A cultura é um instrumento fundamental de integração, informação e cidadania. Para que ela se fortaleça, é preciso que seus agentes sintam-se, sobretudo, seguros legal e financeiramente, e não tenho dúvida de que é a formalização de sua atividade que pode conferir essa necessária estabilidade.

Em um país que tão pouco apoio confere à cultura, é fundamental que seus players garantam por si sua permanência no mercado. A Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo acredita no cooperativismo como o caminho ideal para a formalização desses profissionais”.

Dia Nacional da Cultura

Postado em 5 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Hoje, 5 de novembro, é dia de celebrar a nossa cultura, construída através da contribuição de povos de todas as partes do mundo. A rica cultura brasileira merece ser lembrada e festejada sempre. Triste é o povo que não conhece com clareza as manifestações que formam a sua identidade cultural.

A Cooperativa Cultura Brasileira trabalha, desde 2004, para que todo dia seja o Dia da Cultura e realiza ações, dentro e fora do país, para promover a diversidade da nossa cultura.

Neste 5 novembro e em todos os dias: viva a cultura brasileira!

Equipe da Cooperativa Cultural Brasileira.

Exposição do pintor peruano Herman Braun-Vega

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

                                          

Legenda foto: artista peruano Herman Braun-Vega (centro).

Por Giorgio Rocha

O Memorial da América Latina realiza, até o dia 7 de novembro, a Expo Peru, para celebrar as manifestações artísticas e culturais do povo peruano e, também, estreitar as relações com o país sul-americano.

Na abertura da Expo Peru, ontem (4), ocorreu à exposição retrospectiva do renomado pintor peruano Herman Braun-Vega, com a participação do artista, autoridades do governo peruano e da Cooperativa Cultural Brasileira. Da cooperativa estiveram presentes na exposição: a presidente Marília de Lima, as vices-presidentes Gandia Silva e Monica Nunes e Aureliano Monteiro, Isabella Lopez, Daisy Cordeiro, Beatriz Baldo, Claudia Ferraresso e Michelle Ferraresso, integrantes da equipe da CCB.

As pinturas de Braun-Vega ficarão expostas na Galeria Marta Traba de Arte Latino-Americana, de 5 de novembro a 5 de dezembro. A última exposição do pintor peruano, no Brasil, aconteceu na edição de 1985 da Bienal Internacional de São Paulo.

“Guardo boas lembranças da minha participação na Bienal de 1985 e da ótima acolhida do público brasileiro. Após 25 anos, estou feliz por expor novamente no Brasil. Agradeço o convite feito pelo Memorial da América Latina e a oportunidade de mostrar para as pessoas a evolução dos meus quadros”, disse Braun-Vega na entrevista concedida para a Cooperativa Cultural Brasileira.

Quem será o novo Ministro da Cultura?

Postado em 4 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

A presidente eleita Dilma Rousseff começou a definir os nomes que irão compor a sua equipe de governo e, para ocupar o Ministério da Cultura (MinC), que em 2010 recebeu pouco mais de 1% do orçamento da União, a presidente já dispõe de uma lista de candidatos.

Basta saber como será pautada a escolha de Dilma: será um nome de peso, como Gilberto Gil – o Lula do Lula, como afirmou Caetano Veloso – ou alguém de perfil mais técnico, como o atual Ministro Juca Ferreira? Já que nunca sabemos quais são os critérios usados pelos nossos governantes, exceto critérios nada republicanos, surgem nomes para todos os gostos (abaixo uma lista com os nomes dos candidatos). A permanência de Juca Ferreira não foi descartada, mas as suas chances parecem remotas.

Seja quem for o escolhido, que ele ou ela trabalhe para elevar a cultura ao seu devido patamar. A cultura precisa urgente de medidas concretas, para que não se fique, apenas, no campo da retórica.

Postulantes ao cargo de ministro da Cultura do governo Dilma Rousseff:

Emir Sader e Marilena Chauí - intelectuais ligados ao PT

José de Abreu - ator

Celso Amorim - Ministro das Relações Exteriores

Fernando Morais - escritor

Wagner Tiso – músico

Marcos Vilaça - presidente da Academia Brasileira de Letras

Ideli Salvatti - senadora (PT-SC)

Angelo Vanhoni - deputado (PT-PR)

Jandira Feghali - deputada (PCdoB-RJ)

Imagens da participação da CCB na Feira de Arte Contemporânea Parisiense

Postado em 29 de outubro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Mais fotos aqui: http://www.flickr.com/photos/cooperativaculturalbrasileira/sets/72157625265667668/

Participação da CCB na FIAC

Postado em 28 de outubro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

A Cooperativa Cultural Brasileira participou da Feira de Arte Contemporânea Parisiense (FIAC), que ocorreu entre os dias entre os 21 e 24 de outubro de 2010, em três espaços da capital francesa: o Grand Palais, o Carré du Louvre e os jardins das Tulherias. Na edição deste ano participaram 185 galerias de 24 países.

As obras latino-americanas se destacaram na 37º edição da FIAC, com um maior destaque para as galerias do Brasil.

Houve uma grande procura, por parte dos colecionadores internacionais de arte contemporânea, pelo trabalho de artistas brasileiros, fato que mostra o crescente interesse do mercado pela arte do nosso país, disse a presidente da CCB, Marília de Lima, representante da cooperativa na Feira de Arte Contemporânea Parisiense.

Entrevista com a equipe do site AlôArtista

Postado em 26 de outubro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Um espaço diferenciado para promover a arte e uma plataforma com diversos serviços criados para facilitar a vida dos artistas. Este e o site AlôArtista, o novo parceiro da Cooperativa Cultural Brasileira. Leia abaixo a entrevista realizada com a equipe AlôArtista e conheça um pouco do trabalho desenvolvido pelo site.

Legenda foto - Da esquerda para direita: em pé: Leandro Martins, Henry Ho e Fernando Durão. Sentados: Demma K, Pierre M. Villard, Wanice Ferry e Jotta Santana.

CCB: Quando foi criado o site Alôartista, qual é a proposta da plataforma e os seus objetivos?

O AlôArtista foi criado em março desse ano, e nasceu do desejo de oferecer apoio a toda a classe artística, tanto no sentido de expor seus trabalhos para negócios e contratações, quanto para que houvesse um "ponto de encontro" abrangente, onde suas expectativas de parcerias, intercâmbios, esclarecimentos e troca de ideias fossem atendidas. Da mesma forma, oferecer ao grande público acesso facilitado às atividades dos artistas, e finalmente permear todos esses focos com conteúdo cultural diferenciado, onde além de matérias e colunas, as pessoas terão o site como referência para listas e guias culturais do Brasil e futuramente de outros países.

CCB: Como o Alôartista se diferencia de outros sites voltados para os artistas?

O AlôArtista tem o projeto ambicioso de ser referência como um site de prestação de serviços do meio artístico. Não só oferecendo espaço e promovendo os trabalhos e atividades dos artistas, como também dando suporte para contratações, espaço para fóruns e reclamações, informações diferenciadas para parcerias, intercâmbios, festivais, registros e direitos autorais, colunas de performance, além do mercado aberto, onde é possível realizar uma série de negócios como cursos, vendas e trocas, dentre outros.

CCB: O site parece bem inserido no conceito de Web 2.0. Que ferramentas os usuários têm a sua disposição para gerar e compartilhar informações?

Como o AlôArtista tem um objetivo inédito, estamos captando todas as necessidades e interesses, tanto dos artistas quanto do público em geral, e aperfeiçoando os espaços e ferramentas de busca, para que até o final de 2010 todas as novidades estejam no ar.

Além dos acessos já existentes, como o Guia de busca de artistas, o Mercado Aberto, Aulas e Cursos, Eventos, Parcerias e Intercâmbios, Espaço APAP, estamos desenvolvendo também novidades como o espaço Boca no Trombone, que permitirá ao artista desabafar sobre problemas ocorridos em espaços, teatros e casas noturnas, ainda uma coluna de categorias de artistas e atividades relacionadas, otimizando e tornando ainda mais prática qualquer busca no site, tópico de esclarecimentos sobre registros e direitos autorais, além de uma nova página - Roteiro Cultural - com informações diferenciadas de agenda de shows, listas e guias culturais, festivais do Brasil e de outros países.

Na parte cultural, ênfase para o Destaque Alô - entrevista com um artista cadastrado, Mix Cultural, novas colunas com conteúdos exclusivos, como "Performance", "Cultura Pop", "Sulfúrico", "Clássicos", "Vitrola do Adolar", "Sebo do Jotta" além de prêmios especiais e sorteios semanais para todos os cadastrados.

CCB: A CCB e o Alôartista fecharam uma parceria, para os cooperados quais são os benefícios desta parceria?

A CCB e o ALÔARTISTA se complementam por ambos oferecerem suporte aos artistas, tanto para melhorarem seus expertises, quanto para ampliarem seu networking, ambas necessidades fundamentais quando tratamos de um mercado extremamente concorrente.

CCB: Obrigado pela entrevista e fiquem à vontade para deixar uma mensagem convidando os cooperados a conhecer o site.

Agradecemos a oportunidade de apresentar o conceito e objetivos do AlôArtista. Reforçamos que este é um espaço de encontro entre artistas, assim como artistas e o grande público. E procuramos oferecer serviços e cultura geral para todos os públicos que possuem interesse em arte na sua forma mais abrangente. Quem conhece o AlôArtista, sabe que nossa meta é fazer com que quem ama a arte, sinta que agora existe um espaço especial, que busca a cada dia descobrir o que o mercado quer saber, do que precisam, e do que realmente vão gostar. Visitem nosso site e sintam-se em casa!

Visite o AlôArtista: http://www.aloartista.com/default.asp

Será que a Bienal se tornou um parque de diversões?

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

A indagação do título da postagem foi feita pelo cooperado Guillermo Von Plocki, durante a entrevista para o blog da CCB. Guillermo é artista plástico e designer gráfico, nasceu na Argentina e, na Alemanha, se graduou em Ilustração e Design Gráfico. Radicado em São Paulo, já teve sua obra exposta em diversos países.

*Imagem da postagem:Vera 2 - Guillermo von Plocki- Aquarela – 2008

CCB: Até o dia 12 de dezembro acontece a 29ª Bienal de São Paulo. Quais são as suas impressões sobre a edição deste ano?

Guillermo: Realmente não fiquei decepcionado, já conheço a proposta, mas senti muita falta da pintura, a boa pintura contemporânea. Será que a Bienal eliminou a pintura?

Por outro lado, são resgatáveis as obras de Gil Vicente (que, enfim, não foi censurado), de Nuno Ramos e seus pássaros exilados, de Flavio de Carvalho e Goeldi, poucos ou pálidos reflexos da decadência que assola nossa sociedade cultural. Será que a Bienal se tornou um parque de diversões? Além disso, o pichador é artista?

Sempre vejo tudo com otimismo e acredito que tudo sempre pode ficar melhor. E, se a Bienal não foi tão boa, às vezes é necessária uma crise para mudar.

CCB:Você acredita que foi um acerto da Bienal tratar a relação entre a arte e a política?

Guillermo: Será necessário propor uma temática para as Bienais? Será que não seria mais interessante respeitar as inquietações de cada artista?

CCB: Houve uma tentativa de censurar os desenhos do artista Gil Vicente, na série “Inimigos” ele aparece assassinando diversas personalidades. Falta um debate no Brasil sobre arte e liberdade de expressão como houve nos EUA, nos anos 80, por causa das imagens do fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe?

Guillermo: A sociedade escandaliza-se com imagens de políticos sendo assassinados, quando no Brasil morrem muitas crianças de fome, ou pela violência, pelas drogas. Acredito que a arte e a educação podem trazer alguma luz a partir da base da educação. O Brasil tem um potencial humano extraordinário que precisa ser cultivado e adubado nos princípios da sociedade.

CCB: Você nasceu em Córdoba, na Argentina, se graduou na Alemanha em Ilustração e Design Gráfico e, escolheu o Brasil para viver e trabalhar. Como as particularidades dos três países interagem na sua obra?

Guillermo: Em alguns casos, eu diria que estas particularidades são essenciais para o desenvolvimento de algumas obras, como no trabalho Sem retorno. Trata-se de um corpo dividido em três partes, os pés representam Argentina, meus fundamentos, minha infância e educação elementar; a cabeça representa a profissão e experiência na Alemanha; finalmente, a parte visceral – o centro, o ponto de equilíbrio – que representa o Brasil.

CCB: Suas pinturas, desenhos e aquarelas pedem um olhar atencioso e revelam diversas camadas e parecem lidar também com a questão de um olhar cada vez mais fragmentado das pessoas em relação aos objetos. É correta esta afirmação sobre o seu trabalho?

Guillermo: Talvez não tenha muita consciência disso, por esta razão é bom que o trabalho seja visto. O olhar do público sempre trará outros pontos de vista, isto enriquece o trabalho.

As camadas fazem parte da técnica e também do que pretendo evidenciar.

No caso específico da trilogia 64, 73 e 82 dpi trata-se justamente da fragmentação da sociedade, entre outros motivos, pelo consumismo e pelo tempo perdido em função do computador.

CCB: Em seu atelier são ministrados cursos e oficinas. Fale sobre estas atividades.

Guillermo: Arte e interação da cor, baseado nos conceitos e nas teorias das cores de professores da escola Bauhaus alemã.

Aquarela experimental, proposta que relaciona esta técnica com outras técnicas, como o guache, o nanquim, a cera, além de outros meios relacionados com a aquarela.

Também dou orientação e suporte para artistas formados ou em processo.

Estes cursos são ministrados no Atelier de Sílvia Alves para o curso da cor, curso este que foi ministrado também no SESC Pompéia no primeiro semestre de 2010, também previsto para 2011.

Conheça mais sobre o cooperado Guillermo Von Plocki:

http://www.guillermovonplocki.com/site/

http://www.flickr.com/photos/12300457@N05/

http://www.plockiaquarelas.blogspot.com/

http://pt-br.facebook.com/people/Guillermo-von-Plocki/100000034465582

Coisas que só o cinema consegue fazer

Postado em 25 de outubro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

12 mil pessoas acompanharam uma exibição de Metropolis, ontem, no Parque do Ibirapuera. A sessão a céu aberto, com direito a regência ao vivo da Orquestra Jazz Sinfônica, fez parte da programação da 34ª Mostra Internacional de Cinema.

O filme clássico, de 1927, do cineasta austríaco Fritz Lang, dispensa qualquer tipo de apresentação. Não conhece, clique aqui.

Os que foram ao parque assistiram uma versão restaurada e com o acréscimo de 25 minutos de cenas inéditas. As novas cenas vieram de rolos perdidos encontrados na Argentina.

Como o filme retrata o futuro da humanidade, me atrevo a imaginar um futuro em que a as salas de cinema conseguiram finalmente se libertar da opressão dos shopping centers e da crueldade dos seus ambientes multiplex. Um futuro em que o cinema é um experiência coletiva significativa e não um experiência babaca, para alguns poucos poderem comer uma refeição acompanhada de uma taça de vinho, por “módicos” 200 reais, sem se importar com o filme exibido na tela.

Os 12 mil que estavam ontem na sessão foram ao cinema e, não, simplesmente, estiveram no cinema. Uma experiência coletiva assim é cada vez mais rara. Infelizmente.

Mudando um pouco uma frase célebre do filme Metropolis : O mediador entre o público e os filmes deve ser a sala de cinema! Ontem, a projeção feita na parede do Auditório Ibirapuera se transformou em uma verdadeira sala de cinema.

Veja aqui a programação da 34ª Mostra Internacional de Cinema.

Quem não gosta de arte bom sujeito não é, diz cineasta Domingos Oliveira

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

Paulistas não vão a teatros e cinemas por falta de interesse, revela pesquisa

Desta vez, os entrevistados não tergiversaram. Questionados sobre as razões que os deixam do lado de fora de cinemas, teatros e museus, os paulistas miraram, em bloco, uma resposta capaz de embaralhar algumas teses sobre o consumo cultural.

Os números reforçam, primeiro, o que se intuía: 40% dos paulistas não costumam ir ao cinema, 60% não costumam ir ao teatro e 61% não costumam ir a museus. O que chama a atenção é a justificativa para a inércia: "Não me interesso/ não gosto/ não me sinto bem fazendo", respondem os entrevistados.

No caso do cinema, enquanto 29% alegam falta de interesse, apenas 8% citam o preço do ingresso como empecilho. A piadinha "Vá ao teatro, mas não me chame" também ganhou torneado estatístico: 32% dizem não ver peças, simplesmente, porque não têm vontade.

A pesquisa é fruto de projeto da consultora J.Leiva Cultura & Esporte, realizado em parceria com o Datafolha e a Fundação Getúlio Vargas. Foram ouvidas, entre 25/8 e 15/9, 2.400 pessoas, acima de 12 anos, em 82 cidades.

O objetivo da pesquisa era mapear e compreender os hábitos culturais da população. Os resultados serão apresentados e analisados amanhã, durante um seminário na Pinacoteca --com vagas já esgotadas.

BEABÁ

"O que surpreende é o fato de essa resposta aparecer. A pressão por ser culto, consumir cultura é tão grande que, em geral, as pessoas dão desculpas como falta de tempo ou dinheiro", diz Teixeira Coelho, curador do Masp e professor da USP.

"Isso aponta para uma certa sinceridade", observa Teixeira Coelho. "Mas a gente também sabe, por pesquisas internacionais, que, à medida que melhora o nível econômico, melhora o consumo cultural. É claro que o fator econômico pesa, até porque, na cultura, o hábito é fundamental. Falta oportunidade para que as pessoas tenham a cultura introduzida em suas vidas."

O diretor Antonio Araújo, do Teatro da Vertigem, pondera que consumir cultura é abrir-se a uma experiência. "Quem nunca foi exposto a uma ópera pode ter raiva dessa experiência. Voltamos sempre à questão da formação de público", diz Araújo.

O cineasta Domingos Oliveira recorre aos adjetivos "estonteante e deprimente" para falar da pesquisa. Como todos os ouvidos para esta reportagem, ele desvia os olhos dos palcos para as escolas.

"Precisamos cuidar desse um terço [que consome regularmente cultura], porque quem não gosta de arte bom sujeito não é. A doença em geral é a falta de educação", diz Oliveira. "O contato com as artes deveria ser obrigatório no ensino primário."

Paradoxalmente, os "desinteressados" dizem que gostariam de gostar de cultura. Os entrevistados que custam a tirar o pé de casa para consumir cultura dizem ter gosto por "realizar atividades culturais". O "sim", nesse quesito, teve índice de 68%.

Por ANA PAULA SOUSA - DE SÃO PAULO

Entrevista com o cooperado Romeu Barillari

Postado em 29 de setembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

O compositor, produtor e intérprete Romeu Barillari nasceu na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, e aos 12 anos compôs suas primeiras canções. Dono de um repertório eclético, o músico já lançou seis álbuns e suas músicas são resultado da fusão do Pop e o Rock com a MPB e da inserção de elementos progressivos e étnicos afro-brasileiro e médio-oriental. Na entrevista para o blog da CCB, Barillari fala sobre música do mundo, identidade musical e projetos educativos e culturais.

CCB: Sua música faz uma fusão de elementos conhecidos como Pop, Rock, Progressivo, Jazz, MPB e sons característicos de outros países e culturas. Como você trabalha todos essas sonoridades?

Romeu Barillari: Varia de música para música, arranjo para arranjo. Sobre as canções dentro do possível e viável insiro sonoridades instrumentais e os elementos que você mesmo citou para criar um estilo diferenciado para minha identidade e produto.

CCB: Quais são as suas influências musicais?

Romeu Barillari: Caetano Veloso; considero a partir do seu álbum "Circuladô" as produções que ainda me servem de lição para o meu produto. Outros artistas da MPB que são influências importantes: cancionistas mineiros como Beto Guedes, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Lô borges, Toninho Horta, além de Djavan, João Bosco, Gilberto Gil, Ivan Lins, Alceu Valença, o álbum dos Tribalistas, e recentemente a Badi Assad. Internacionais, listo os progressivos dos anos 70 e os posteriores que têm uma sonoridade de produção forte e alternativa: Yes, Genesis, Kate Bush, Ásia (parcialmente), King Crimson, Rush, The Police, Sting, Echolyn (fortemente).

CCB: O termo world music já foi usado para definir o seu trabalho? Você acredita que a música necessita de rótulos?

Romeu Barillari: World music já foi sim dito para rotular o meu trabalho. Mas também foi classificado como MPB Alternativo. Acho importante o rótulo, mas tem que ser compatível com o produto. Mesmo sendo Pop e MPB, o Alternativo e Progressivo se apresentam de algum jeito nos meus arranjos.

CCB: Qual artista brasileiro, na atualidade, poderia ser classificado por fazer música do mundo?

Romeu Barillari: Caetano Veloso!!! O Lenine tem apresentado um conteúdo e produção que de algum jeito insere elementos progressivos, étnicos, que até identifico um pouco com meu trabalho.

CCB: A banda que te acompanha chama-se Pangeia (período em que todos os continentes formavam um território). Qual é o significado da Pangeia na sua produção artística?

Romeu Barillari: Pois é. O nome pangéia provém de Pangea, Pangaia, nome científico que leva o 'slogan' “União dos continentes, união das etnias". Justamente pela proposta de produzir e arranjar inserindo e integrando os elementos étnicos.

CCB: Você é o idealizador do projeto educativo e cultural “Ritmos do Mundo”. Fale sobre o objetivo do projeto e como a música pode contribuir para a inclusão social.

Romeu Barillari: Esse projeto foi o que procedeu o Pangéia. Mas ele engloba atividades de pesquisa e formação, enquanto o Pangéia é de produção artística, estética e mercado fonográfico. As atividades do Ritmos do Mundo são oficinas e palestras, incluindo apresentação como consequência, e são coletivas. Por isso é social . Mas a ideologia dele está diretamente com Etnomusicologia (ciência que objetiva o estudo da música em seu contexto cultural ou o estudo da música como cultura) e sua inclusão no ensino musical brasileiro.

CCB: Romeu, obrigado pela entrevista.

Romeu Barillari: Obrigado pela atenção e oportunidade.

Entrevista com o criador do Programa Cultura Viva Célio Turino

Postado em 24 de setembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Célio Turino, ex-secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, esteve terça-feira, 21, na sede da Cooperativa Cultural Brasileira para participar da Oficina do Saber, ministrada pelo diretor e ator de teatro e TV, José Carlos Freirya, através da parceria estabelecida entre o Ponto de Cultura Cia Maja, Escola Cooperativa das Artes e a Cooperativa Cultural Brasileira. Antes de participar da oficina, Turino concedeu uma entrevista para a Cooperativa Cultural Brasileira. Confira abaixo.

Sobre o Programa Cultura Viva e os Pontos de Cultura

“Cultura é um processo e não um produto. Quem faz cultura é a sociedade e não o Estado, quando o Estado se meteu a fazer cultura deu coisa errada, mas cabe a ele garantir meios para que esse fazer cultural aconteça com protagonismo e autonomia... Essa é essência do Programa Cultura Viva e da Lei Cultura Viva.”

“O Programa Cultura Viva se diferencia em relação a outras políticas públicas de cultura do Brasil e do exterior no sentido de possibilitar o avanço no processo de empoderamento da sociedade. Por este motivo o Ponto de Cultura chamou tanta atenção. Agora outros países do mundo começam a implantá-lo. Artistas e grupos culturais defendem os Pontos de Cultura como política na Argentina, Uruguai, Paraguai e Colômbia... O governo da Inglaterra a pedido dos artistas de lá mandou um delegação ao Brasil para conhecer as experiências... É um trabalho de vanguarda a partir de uma política pública construída no Brasil e que hoje tem reconhecimento governamental e acadêmico.”

Falta de espaço para o debate sobre cultura nas eleições

“A cultura ainda não foi incorporada enquanto um valor fundamental, por isso lancei a minha candidatura a Deputado Federal... Deixe o Ministério da Cultura, estava lá como Secretário da Cidadania Cultural, exatamente para demonstrar que a cultura é a riqueza das nações, a cultura é à base de tudo e ela tem que ser percebida pela sua centralidade e não como um acessório. A cultura não entra em conflito com outras necessidades básicas da sociedade, pelo contrário, a educação é um meio de transmissão de cultura, um povo com cultura e que se reconhece em sua identidade cuida melhor da sua saúde, tem uma relação com a política diferenciada, vive em sociedades mais pacíficas, saudáveis e seguras.... É isso que eu quero demonstrar.”

Propostas para a cultura

“Minhas propostas são: a criação da lei para transformar as experiências do Ponto de cultura em política permanente de Estado, algo que não mude com a troca de governo, além disso, um Ponto de Cultura em cada escola, um investimento que não é tão alto assim, daria R$ 5.000,00 por mês, e se poderia ter em cada escola estúdios multimídia, jovens fazendo cinema, fazendo rádio, desenvolvendo a sua ação cultural de uma forma toda. E a terceira lei é a Griô, para os mestres, para o saber tradicional, em reconhecimento do saber do mestre de capoeira, da parteira, do mestre de Folias de Reis... Uma outra lei que quero apresentar é a do Protagonismo Juvenil, algo semelhante ao serviço militar, em que o jovem de 16 a 24 anos teria a opção de passar um ano em atividades comunitárias para obter uma formação em torno da cultura. O jovem poderia trabalhar como orientador de leitura, como um agente em uma escola aberta no fim de semana, no parque, no museu, no Ponto de Cultura, como monitor de teatro e assim servindo o seu povo. Tudo isso é simples, é possível ser feito.

No caso da Lei do Protagonismo Juvenil, um custo de um jovem em um ano seria de R$ 3.600,00, mais ou menos o que Estado gasta com a Fundação Casa para manter o jovem preso... Ou seja, são outros caminhos e possibilidades que a cultura oferece e que se a sociedade se dispuser a perceber e investir nisso, pelo menos as pessoas que atuam em torno da área da cultura, seguramente, todos vão ganhar muito.”

Papel de uma cooperativa de cultura no debate e elaboração de políticas públicas

“Uma cooperativa de produtores culturais demonstra esse outro caminho possível na cultura e desta maneira podemos elaborar leis mais consistentes. O que uma cooperativa tem é sobretudo vivência em torno da cultura e, por este mesmo motivo ocorre uma aproximação de qualidade com o poder público e também uma convergência no sentido da necessidade da cultura ter uma legislatura...”

“Uma lei fundamental é em relação ao trabalhador da cultura. Ele faz parte de uma das categorias mais precarizadas, que não tem segurança nenhuma... Quem trabalha com arte e cultura trabalha com a alma, funciona como um antena da sociedade, trabalha com a cidadania, mas como você vai defender a cidadania dos outros se a sua própria não é respeitada... Então é necessário defender uma legislação que seja adequada à realidade do trabalhador da cultura, para evitar que ele passe 30, 40, 50 anos fazendo teatro e de repente não tenha uma aposentadoria... Ele pode ser um produtor cultural, um trabalhador de circo ou um ator, não existe uma legislação para esse mercado de trabalho e eu acredito que a cooperativa tem muito a contribuir porque ela vive diariamente todos esses problemas.”

CCB inicia hoje uma série de entrevistas sobre cultura e cooperativismo com políticos

Postado em 22 de setembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

A Cooperativa Cultural Brasileira realiza uma série de entrevistas com políticos de diversos partidos para saber quais são as propostas e os projetos para enfrentar os desafios e fortalecer a nossa cultura e o sistema cooperativista.

Todos receberam as mesmas perguntas, e as respostas serão publicadas na íntegra pela ordem de chegada. As primeiras respostas que chegaram foram do Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS/SP) e do Deputado Estadual Bruno Covas (PSDB/SP). Confira abaixo.

Deputado Federal Arnaldo Jardim (PPS/SP)


Para a cultura existe alguma proposta específica ou um plano de governo?

Arnaldo Jardim: Mais do que prometer são as atitudes tenho atuado e realizado na área da cultura como a instituição do PAC-Cultural, hoje PROAC. Com isso, o Estado, sem tutelar, incentiva à produção cultural e amplia o acesso a ela.

Diante da necessidade de criarmos uma política pública permanente, que transcenda governos e pessoas, capaz de descentralizar investimentos e aumentar a produção das diversas manifestações artísticas em todo o Estado, saúdo a iniciativa do nosso ex-secretário de cultura João Batista de Andrade.

No Congresso nacional quero lutar pelo fortalecimento do cooperativismo de cultura, pois pra mim a cultura é a expressão da sociedade, seus sonhos e aspirações e deve ser acessível aos autores, produtores e à população cidadã.

O Sr. conhece o movimento cooperativista?

Arnaldo Jardim: Acredito que a ação conjunta transforma sonhos em realidade e este é o espírito que move o cooperativismo. Uma lição que aprendi ainda na adolescência, na região de Ribeirão Preto, a partir do contato com as atividades de cooperativas de agricultores, na qual pude aprender muito com o esforço fantástico de superação e profissionalização.

Uma ligação que foi reforçada em meio a uma articulação, que participei ativamente, entre a Organização das Cooperativas do Estado de São Paulo – Ocesp, e a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, que culminou com a reorganização da Frente Parlamentar pelo Cooperativismo Paulista - Frencoop, em 2003. Entidade que tive a honra de coordenar até a minha eleição para deputado federal, em 2006.

Após dois anos de debates entre poder público e os representantes das cooperativas pudemos comemorar, no dia 11 de janeiro de 2006, a lei 12.226, de minha autoria, que instituiu a Política Estadual de Apoio ao Cooperativismo.

Um trabalho que me possibilitou ingressar na diretoria da Frencoop Nacional, como diretor do ramo crédito. Essa vivência com os 13 ramos de atividade do cooperativismo no País tem sido uma lição inesgotável de gestão democrática, na qual nota-se uma presença cada vez mais forte do conceito de responsabilidade social.

Nos últimos três anos, pudemos comemorar vitórias expressivas no âmbito da Frencoop Nacional, em que estive diretamente envolvido, como: a Lei 11.524/07, que deu acesso as cooperativas de crédito ao benefícios do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo - Sescoop, potencializando assim o processo de formação, qualificação e profissionalização de dirigentes, colaboradores e associados das cooperativas de crédito; a Lei 11.718/08 que proporcionou a adequação dos planos de segurança para as cooperativas conforme seu porte, proporcionando segurança ajustada e compatível com a realidade de cada cooperativa; e a Lei 130/09, da qual fui relator, que regulamentou o artigo 192 da Constituição Federal, no que tange o cooperativismo de crédito e consagrou a atuação, relevância e importância do Sistema Nacional de Cooperativismo de Crédito dentro do Sistema Financeiro Nacional, promovendo avanços e inovações na legislação a fim de potencializar a participação do cooperativismo no mercado financeiro. Além da aprovação do PLC 131/09 que regulamenta o Cooperativismo de Trabalho, que espera por sua aprovação no Senado.

O Sr. se compromete em defender a nossa cultura e o cooperativismo?

Arnaldo Jardim: Entre os desafios apontados pela Agenda Legislativa do Cooperativismo para este ano, destaco:

– Garantir o acesso das cooperativas de crédito ao Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT e aos Fundos Constitucionais (PLS 320/03), aumentando a condição das cooperativas de crédito financiarem seu quadro social e mais ainda levar esses recursos para onde muitas vezes os bancos oficiais não se fazem presente;

– permitir que as cooperativas administrem recursos dos entes públicos (PL 5.408/05), uma vez que essa condição já é muito trabalhada em outros países e o Brasil é um dos poucos que possui essa restrição que prejudica o desenvolvimento local, uma vez, que em muitos lugares a cooperativas é a grande instituição financeira local e a prefeitura fica impedida de movimentar seus recursos no próprio município, gerando evasão de divisas e riqueza;

- Isenção de tributos para os fundos garantidores das cooperativas de crédito (PL 7.512/06) - é necessária a condição de excluir a tributação dos fundos garantidores, uma vez que isso o fundo garantidor dos bancos já possui essa condição e o fundo das cooperativas ainda sofre tributação.

- Defender os interesses do cooperativismo de crédito no Congresso Nacional, inclusive, com relação à proposta de lei que está sob edital de audiência pública nº 34, que, com toda a certeza, será um dos temas de grande discussão com a indústria financeira e órgão regulador;

- Apoiar as diligências do cooperativismo de crédito na esfera do Executivo Federal, tais como a manutenção do Programa de Capitalização de Cooperativas de Crédito - Procapcred que auxilia em muito no aumento patrimonial das cooperativas e possibilita com que a cooperativa alavanque sua capacidade de atuação e atendimento ao quadro social.

Além disso, ainda permanece a indispensável e urgente necessidade de aprovarmos o PLC 131/09 que regulamenta o Cooperativismo de Trabalho e um novo texto para o Ato Cooperativo.

Deputado Estadual Bruno Covas (PSDB/SP)















Para a cultura existe alguma proposta específica ou um plano de governo?

Bruno Covas: Eu irei defender o programa de governo do Geraldo Alckmin para a área de cultura, programa esse em que apresentei algumas propostas. Nesses próximos quatro anos iremos fortalecer a política de fomento para as artes. Propomos ainda que a virada cultural seja trimestral.

Quero fortalecer os programas Vá ao Teatro e Vá ao Cinema, valorizar a cultura popular e regional do estado de São Paulo e trazer o São Paulo 24h que constituirá de um boulevard voltado para o lazer, cultura, gastronomia, comércio e serviços.

Vou defender a criação do Poupatempo da Cultura que irá desburocratizar e democratizar o acesso as leis de incentivo e projetos da Secretaria de Estado da Cultura.

Defendo o retorno dos festivais universitários e oficinas de artes nas escolas estaduais.

O Sr. conhece o movimento cooperativista?

Bruno Covas: Sim, é um sistema econômico que tem nas cooperativas a base das atividades de produção e distribuição de riquezas. Unindo pessoas que possuem o mesmo objetivo, e cujo fim maior é o próprio ser humano e não o lucro em si. Esse tipo de organização é um exemplo de gestão democrática.

O Sr. se compromete em defender a nossa cultura e o cooperativismo?

Bruno Covas: Sem dúvida alguma, em meu primeiro mandato tive a cultura como uma prioridade. Tornei a virada cultural lei estadual e aprovei emenda ao orçamento que ampliou os recursos do ProAC de R$4 mi para R$18,5 mi.

A cultura eleva os padrões de inclusão social, gera paz, estimula a prevenção na saúde e a preservação do meio ambiente. Uma educação com bases culturais possibilita ao cidadão reflexão e a consciência de sua plena dimensão humana. Por isso a política cultural deve estar na espinha dorsal de qualquer programa de governo.

O cooperativismo por sua vez, como exemplo de democracia que é, possibilita da melhor forma a organização do cidadão visando o seu desenvolvimento. Portanto continuarei em minha defesa desses valores.

Entrevista com Marília de Lima, presidente da CCB, para o site Encontros Cooperativos

Postado em 1 de setembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Presidente da Cooperativa Cultural Brasileira (CCB) desde 2008, a administradora e produtora cultural Marília de Lima tem sua gestão marcada por mudanças que tornaram a CCB uma das maiores cooperativas de trabalho no ramo da cultura. Nesta entrevista, ela fala sobre as ações e os desafios para apresentar o sistema cooperativista como uma solução para os problemas do mercado cultural e também como uma ferramenta indispensável para a formalização e reconhecimento dos profissionais da cultura.

Marília de Lima é especialista em eventos, empresária, administradora de empresas, professora, produtora cultural e trabalha há mais de 20 anos com atendimento, turismo, cultura e eventos.

Quando foi fundada a Cooperativa Cultural Brasileira e qual é o seu objetivo?

A Cooperativa Cultural Brasileira nasceu Cooperativa dos Profissionais da Música (COOPROMU) e foi fundada em 05 de maio de 2004 com o objetivo de formalizar o trabalho de músicos que prestavam serviço em diversos locais como SESCs, prefeituras, um projeto do estado de São Paulo chamado Projeto Guri e as Oficinas Culturais de São Paulo. Com o passar do tempo e as novas necessidades destes músicos e seus parceiros, em trabalhar em outros setores da cultura, a cooperativa foi reestruturada e renomeada. Hoje a Cooperativa Cultural Brasileira tem como objetivo ser uma ferramenta para formalizar, divulgar, organizar e fomentar o trabalho dos diversos profissionais da cultura.

Leia a entrevista na íntegra aqui