Bolsa Universidade abre inscrições para instituições de ensino superior em todo o Estado de São Paulo

Postado em 19 de maio de 2011 por Cooperativa Cultural Brasileira

Universidades particulares interessadas em se cadastrar devem enviar documentação até o dia 31 de maio

Projeto oferece bolsa integral para universitários atuarem nos finais de semana como educadores em escolas públicas que participam do programa Escola da Família

Estão abertas as inscrições para instituições de ensino superior particulares interessadas em firmar convênio com a Secretaria de Estado da Educação para participar do projeto Bolsa Universidade, no segundo semestre deste ano. O projeto oferece bolsa integral para universitários atuarem nos finais de semana como educadores em escolas públicas que integram o programa Escola da Família.

Para se cadastrar, as instituições devem consultar o site do programa (http://escoladafamilia.fde.sp.gov.br/) e enviar a documentação requerida para a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), na avenida São Luís, 99, 15º andar, centro, São Paulo, CEP 01046-001. Os documentos também podem ser entregues pessoalmente, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h. O prazo vai até 31 de maio.

A proposta do projeto é contribuir para o enriquecimento da formação universitária do estudante, que atuará como educador nas unidades do Escola da Família, auxiliando no desenvolvimento das atividades previstas pelo programa. Em contrapartida, ele receberá bolsa integral de seu curso, custeada pela Secretaria, que arca com o valor proporcional a 50% da mensalidade, desde que ultrapasse o teto de R$ 267, e pela instituição de ensino, que completa o restante do valor.

Sobre o programa Escola da Família
Desde 2003, o Escola da Família aproxima sociedade e escola promovendo a integração de estudantes, crianças, jovens, adultos e idosos com um trabalho que sociabiliza, diverte e educa a população. Por meio do programa, as unidades escolares da rede pública de São Paulo são abertas aos sábados e domingos à comunidade local, para realização de atividades voltadas ao esporte, à cultura, à saúde e ao trabalho (que são os quatro eixos do programa).

As atividades são promovidas com o auxílio de profissionais da Educação, voluntários e educadores universitários e visam à inclusão social, tendo como foco o respeito à pluralidade e uma política de prevenção que concorra para uma qualidade de vida cada vez melhor.

Rainha Silvia investiga passado nazista de seu pai no Brasil

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

A rainha Silvia da Suécia pediu uma investigação sobre os supostos laços nazistas de seu pai, no período em que ele viveu na Alemanha e no Brasil, nos anos 30 e 40.

Em um comunicado oficial, a Corte Real Sueca afirmou que "a rainha, juntamente com a família Sommerlath, tomou a iniciativa de levantar fatos a respeito das atividades de Walter Sommerlath no Brasil e na Alemanha entre 1930 e 1940".


                                                                                           Sebastião Moreira-25.mar.2010/Efe
      Rainha Silvia da Suécia durante visita ao Brasil; ela pediu
      investigação sobre passado nazista de seu pai


A decisão veio após duras críticas na Suécia a comentários feitos pela rainha a repórteres, sobre o que ela acreditava ser o passado de seu pai.

Ela sabia que seu pai era filiado ao Partido Nazista alemão, mas disse que ele "não era politicamente ativo" e tinha sido forçado a se associar ao partido para salvar sua carreira. "(O nazismo) era uma máquina, se você protestava, estaria lutando contra toda uma máquina", disse ela.

Sobre o retorno de seu pai à Alemanha em pleno auge do nazismo, ela disse: "Você precisa se colocar na psicologia da época. A Alemanha estava se levantando das cinzas. A alegria em notar que a terra-mãe estava lá novamente de repente, convenceu meu pai a apoiar a Alemanha e a ingressar no partido".

Analistas ouvidos pela imprensa sueca lembraram que essa linha de argumento foi usada por vários nazistas julgados por crimes de guerra.

Em resposta, a rainha decidiu pela investigação, que está sendo conduzida por historiadores.

FÁBRICA

Sílvia Renate Sommerlath nasceu na Alemanha, em 1943, e é filha do empresário alemão Walther Sommerlath e da brasileira Alice Soares de Toledo.

Pouco após o final da Segunda Guerra, em 1947, sua família se mudou para o Brasil pela segunda vez e viveu em São Paulo até 1957, retornado depois à Alemanha.

O empresário Walter Sommerlath deixou a Alemanha em 1919 rumo ao Brasil. Em São Paulo, ele casou-se com Alice.

Um ano após a ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha, em 1934, ingressou no Partido Nazista, ainda enquanto vivia no Brasil, onde administrava a subsidiária alemã de uma siderúrgica.

Ele retornou à Alemanha com a sua família em 1938. Ali, ele teria, em 1939, segundo denúncia feita no programa da TV sueca "Kalla Fakta", assumido o controle de uma fábrica cujo proprietário anterior era judeu, como parte do programa de "arianização" dos nazistas.

De acordo com o programa, a fábrica produzia peças para tanques alemães e foguetes anti-aéreos. A rainha Silvia disse acreditar que os itens produzidos eram trens de brinquedo, secadores de cabelo e filtros para máscaras de gás.

Silvia Somerlath conheceu seu marido, o então futuro rei da Suécia, Carl 16 Gustaf, durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando ela estava trabalhando como intérprete.

Seu pai esteve presente ao seu casamento, em 1976, mas a família não revelou, na ocasião, as conexões dele com o nazismo.

O passado nazista de Walter Sommerlath só veio à tona mais de dez anos após o ano de sua morte, em 1990, quando a imprensa sueca publicou os primeiros relatos sobre o tema, em 2002.

BBC - Brasil via Folha de São Paulo
http://bit.ly/mkonOK

Diretor dinamarquês Lars Von Trier é expulso de Cannes

Postado em por Cooperativa Cultural Brasileira

O diretor dinamarquês Lars Von Trier foi expulso do Festival de Cannes nesta quinta-feira depois de comentários feitos durante uma coletiva de imprensa, aparentemente de brincadeira, em que declarava ser um nazista e um simpatizante de Hitler.

"O conselho dirigente do festival... lamenta profundamente que o evento tenha sido usado por Lars Von Trier para expressar comentários que são inaceitáveis, intoleráveis, e contrários aos ideais de humanidade e generosidade que presidem sobre a existência do festival", disse o festival em comunicado.

"O conselho dirigente condena esses comentários e declara Lars Von Trier como uma pessoa não bem-vinda no Festival de Cannes, com efeito imediato."

                                                                                                                                                                         Eric Gaillard/Reuters
O cineasta Lars Von Trier exibe tatuagem no Festival de Cannes

por Mike Collett-White
Da Reuters, em Cannes

http://bit.ly/iKECut