A Cooperativa Cultural Brasileira organizou no passado dia 18 de Novembro, em São Paulo, um debate sobre a articulação e a dinamização de projectos de intercâmbio teatral entre os países da CPLP, Espanha e países latino-americanos. Rui Madeira representou a Cena Lusófona.
Abrindo o colóquio, a presidente da associação Marília de Lima divulgou o interesse estratégico-cultural-artístico em efectivar uma parceria entre a Cena Lusófona e a Cooperativa, através da organização de debates sobre a cena teatral ibero-lusófona, nas cinco regiões brasileiras, ao longo do ano de 2011.
Representando a Cena Lusófona, Rui Madeira expôs algumas áreas de actividade onde se poderão desenvolver projectos e acções conjuntas, propostas que visam unir a rede de alcance das duas instituições e das suas estruturas, aumentar a visibilidade pública das iniciativas e articular a comunicação com as instituições públicas.
Também foram discutidos projectos de acção concretos, tendo em conta, nomeadamente, as actividades do Ano de Portugal no Brasil, em 2012. A Cena Lusófona e a Cooperativa Cultural Brasileira pretendem apresentar propostas para integrar o respectivo programa, destacando a temática da lusofonia, na sua riqueza e complexidade.
O encontro contou também com a presença de Creusa Borges, directora e produtora do Circuito de Teatro Português de São Paulo, e de representantes do poder público, entre os quais Frederico Roth, do Ministério da Cultura do Brasil, e a assessoria do deputado federal Arnaldo Jardim.
Fonte: Paula Nunes / Pedro Rodrigues
Cooperativa Cultural Brasileira e Cena Lusófona aprofundam parceria
Entrevista com a cooperada Elke Maravilha
Por Giorgio Rocha
Elke Maravilha é uma artista que dispensa apresentações. Seja como atriz, intérprete musical, apresentadora ou modelo, sua personalidade artística rompe barreiras e causa impacto por onde passa ao unir ousadia, alegria, inteligência e irreverência. Na entrevista abaixo, Elke fala sobre momentos da sua carreira no cinema brasileiro.
Elke, você atuou em filmes brasileiros marcantes como Pixote, a Lei do Mais Fraco, do cineasta Hector Babenco e Xica da Silva, do diretor Cacá Diegues. Agrada a você a produção cinematográfica brasileira atual?
Elke: Além do Pixote e Xica da Silva, participei também do filme A Noiva da Cidade - com o roteiro do Humberto Mauro, um filme muito marcante do nosso cinema. Me agrada muito a produção atual, especialmente, filmes como Zuzu Angel e Salve Geral, do Sergio Rezende, e também Cidade de Deus, do Fernando Meireles. O brasileiro sabe fazer cinema muito bem. Os filmes americanos são puro entretenimento, os do Brasil têm mais arte.
Com a participação no filme “Xica da Silva” é possível perceber sua forte ligação com a cultura afrobrasileira. No cinema e na tevê, os papéis destinados a atores negros parecem ser sempre os mesmos, geralmente, baseados em estereótipos. Como você acredita que se possa mudar essa realidade?
Elke: Já está sendo mudada. Os atores negros estão ganhando mais espaço e melhores papéis... Estereótipos são péssimos.
O filme A Noiva da Cidade mostra uma médica negra e uma empregada branca para evidenciar como fazem mal os estereótipos. Fui criada em Minas Gerais em uma fazenda com pessoas negras. Todo o meu visual tem uma forte influência da cultura negra.
No blog existe uma matéria sobre a importância dos cineclubes e mostras para a formação cultural e divulgação dos filmes nacionais. Você conhece ou já teve alguma experiência com cineclubes?
Elke: São extremamente necessários os cineclubes e mostras para o cinema. Em Ipoema (distrito da cidade de Itabira- MG), com apenas 3 mil pessoas, é organizada todos os anos uma mostra, e o vencedor leva pra casa o troféu Elke Maravilha. Um senhorzinho de 80 anos, não lembro o nome dele agora, que fez um curta, levou o troféu deste ano.
Elke, obrigado pela entrevista e gostaria que você deixasse uma mensagem para os cooperados da CCB.
Elke: Desejo que a cooperativa continue sempre com força total. Sou fã da Marília (presidente da CCB) e da Gandia (vice-presidente da CCB). São duas pessoas idealistas. Então, crianças, cooperem muito!
A importância dos cineclubes e mostras para o cinema nacional
Por Giorgio Rocha
O que diretores como: Jean-Luc Godard, Cacá Diegues, Wim Wenders e Glauber Rocha têm em comum? Todos estes grandes cineastas devem aos cineclubes a sua formação cinemátográfica.
Apesar da importância para a formação cultural, os cineclubes acompanharam o momento de baixa vivido pelo cinema brasileiro durante os anos 90 e tornaram-se escassos. A partir de 2003, amparados pela retomada da produção audiovisual nacional e com o aumento dos incentivos - O Ministério da Cultura, através de editais do Programa Cine+Cultura, tem contemplado diversos cineclubes com equipamentos, pacotes de programas e oficinas de formação cineclubista - o cineclubes passaram a viver um bom momento e novos locais surgiram pelo país.
Como o Difusão Cineclube, fundado no ano de 2004, na cidade de Atibaia, interior do Estado de São Paulo. “A missão do Difusão Cineclube é promover o acesso do público à produção cinematográfica brasileira”, diz a Coordenadora do Difusão Cineclube, Beth Verdegay. A coordenadora ressalta o papel dos cineclubes para o cinema brasileiro. “Os cineclubes são de suma importância para a formação cultural. Promovem o acesso aos bens culturais, difundem e debatem. São locais que disseminam a produção nacional de curtas, médias e longas metragens que não têm espaço no circuito comercial”, afirma Beth Verdegay.
A MEMOSTRA - mostra permanente de filmes paranaenses - é outro exemplo de espaço que exibe filmes ignorados pelo mercado. O projeto é realizado por uma cooperativa, a Photon Cooperativa Cultural. Os cooperados da Photon envolvidos na mostra trabalham voluntariamente. Desde 2009, através de uma parceria estabelecida com o Sesc Paraná, possui um local fixo e com boa infra-estrutura para divulgar trabalhos em curta, média e longa-metragem, não apenas do Paraná, mas também de outros estados.
A coordenadora da MEMOSTRA, Fabiana Moro, fala como a entidade sem fins lucrativos paga seus custos. “Não temos apoio do poder público. Os custos pagamos com o retorno da bilheteria das sessões, que custam R$ 4 inteira e R$ 2 meia-entrada. O dinheiro é destinado as despesas com impressão, material de papelaria, correio, endereço na internet, entre outras coisas”.
Para Fabiana, locais como cineclubes e mostras exercem a função de registrar e divulgar a produção local de forma organizada e acessível, além de estabelecer o contato entre os realizadores. A realização de um festival voltado para a produção local incentivaria o segmento, acredita Fabiana Moro. “O mercado de curtas é muito limitado, principalmente, para as produções paranaenses, que não possuem um festival dedicado a elas. Os festivais realizados no Paraná são nacionais e não tem uma categoria que favorece as produções locais”, afirma a coordenadora da MEMOSTRA.
Em defesa do cooperativismo
Por Giorgio Rocha
Poucos conhecem o sistema cooperativista, as cooperativas de trabalho e todo o potencial delas como o deputado federal Arnaldo Jardim. Talvez, se o Ministério Público do Trabalho tivesse o mesmo conhecimento sobre a correta atuação das cooperativas do ramo de trabalho, como a Cooperativa Cultural Brasileira, não cercearia as atividades das sociedades cooperativas, agiria de forma mais sensata e teria condição de separar o joio do trigo.
Infelizmente, para o Ministério Público do Trabalho, as cooperativas de trabalho são todas iguais. O órgão não sabe distinguir as cooperativas idôneas das cooperativas que não respeitam os princípios cooperativistas e seus cooperados.
Agora é hora de falar de quem realmente conhece as cooperativas de trabalho. O deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) faz parte da Frente Parlamentar do Cooperativismo e a sua atuação foi decisiva para aprovar a Medida Provisória 495, de autoria do deputado Odair Zonta (PP-SC), que garante a participação de cooperativas em licitações públicas. Para aprovar a Medida Provisória, Arnaldo Jardim argumentou no Plenário da Câmara que a exclusão das cooperativas das licitações públicas caracterizava "discriminação" contra essas sociedades. Agora ela segue para a aprovação do Senado Federal.
O deputado Arnaldo Jardim também defendeu na Câmara a votação, o quanto antes, do Projeto de Lei 4622/2004 - proposta que regulamenta as cooperativas de trabalho. Com a aprovação do Projeto de Lei, as cooperativas do ramo passam a contar com a segurança jurídica no desenvolvimento das suas atividades.
Somos 1.408 cooperativas de trabalho em todo o país, com mais 260 mil associados e podemos contribuir nesta luta para o fortalecimento do cooperativismo. Veja abaixo como ajudar:
Mande pelo menos 1 ofício para cada um dos Deputados Federais em Brasília, colocando como o cooperativismo é importante para o nosso País e para todos que nele trabalham ou se beneficiam dele. Como o PL 4622/2004, será importante para a regulamentação do setor, enfim, seja criativo, mas faça e envie pelo correio para o Gabinete do Deputado em Brasília. Depois cobre uma posição por e-mail e/ou pelas redes sociais. Se cada Dirigente de cooperativa visitar em seu Estado alguns deputados, vamos vencer essa batalha que até agora o MPT tem ganho todos os dia contra os cooperados, tirando o seu trabalho e empurrando chefes de família para a miséria. (Informações da EASYCOOP).
Discurdo do Deputado Federal Arnaldo Jardim no plenário da Câmara

