Participação da CCB no 17º Congresso da ACI-Américas

Postado em 24 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Do dia 22 a 26 de novembro de 2010 acontece em Buenos Aires, Argentina, o 17° Congresso da ACI-Américas Regional: compromisso cooperativo para a preservação do planeta. A CCB participa da conferência regional das cooperativas das Américas, sendo representada pela presidente Marília de Lima e por Claudia Ferraresso, diretora do departamento de Projetos da Cooperativa.

A conferência regional é o principal evento anual da ACI Américas, em que as cooperativas da região se reúnem para trocar experiências, definir acordos e analisar e discutir em profundidade um tema. O congresso de 2010 tem o objetivo de promover a adoção de procedimentos destinados a preservar o meio ambiente para realizar o exercício da responsabilidade social de uma cooperativa e alertar sobre a importância da preservação do planeta, com a reafirmação da posição de compromisso, conforme o Pacto Verde Cooperativo, do movimento cooperativista para questões ambientais.

Veja as fotos do 17º Congresso da ACI-Américas aqui.

Legenda foto: Marilia de Lima (vestido preto), Claudia Ferraresso (vestido verde) e representantes de cooperativas das Américas.

Dia do Músico

Postado em 22 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


É comemorado no dia de hoje, 22 de novembro, o dia do músico, não importando o tipo de músico que você é, podendo ser erudito ou popular, letrista, compositor, professor, maestro, importando sim se a sua arte o completa.

Não podemos nos esquecer da padroeira dos músicos, Santa Cecília, santa dos músicos viveu em Roma, no século III, e participava diariamente da missa celebrada pelo papa Urbano, nas catacumbas da via ´Ápia. Ela decidiu viver casta, mas seu pai obrigou-a a casar com Valeriano. Ela contou ao seu marido sua condição de virgem consagrada a Deus e conseguiu convencê-lo.

Segundo a tradição, Cecília teria cantado para ele a beleza da castidade e ele acabou decidindo respeitar o voto da esposa. Além disso, Valeriano converteu-se ao catolicismo. Mito grego - Na época dos gregos, dizia-se que depois da morte dos Titãs, filhos de Urano, os deuses do Olimpo pediram que Zeus criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos deuses do Olimpo. Então, Zeus se deitou com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas. Nasceram dessas noites as nove Musas. Dessas nove, a musa da música era Euterpe, que fazia parte do cortejo de Apolo, deus da Música.

Cooperativismo cultural alavanca o crescimento da economia criativa no Brasil

Postado em 18 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira

Por Giorgio Rocha

Em 2005 o economista e professor americano Richard Florida lançou o livro “O Vôo da Classe Criativa”, que condiciona o desenvolvimento de uma nação a sua capacidade de promover um ambiente próspero para o crescimento da economia criativa. Para a publicação, Florida elaborou o Índice Global de Criatividade a partir de três critérios: Talentos,Tecnologia e Tolerância, os chamados três T’s” da Criatividade.

O primeiro quesito, Talentos, aborda o percentual da população com formação superior. Tecnologia mede o investimento em pesquisa e desenvolvimento. O último critério, Tolerância, um estudo subjetivo que através de pesquisas verifica a aceitação, pela sociedade, das minorias étnicas e religiosas.

O Brasil é quase lanterninha em todos os índices citados acima. As primeiras posições são ocupadas por: Suécia, Japão, Finlândia e Estados Unidos; o país aparece na 43ª posição, depois de Uruguai, Polônia, China, Argentina, Turquia, Chile, Índia e México, e fica à frente, apenas, no Índice Global de Criatividade, de países como Peru e România.

Para o professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo – ECA – Dennis de Oliveira, fatores como qualificação precária e fatos históricos levam o país a posicionar-se nas últimas posições do Índice. “O que salta os olhos destas variáveis que implicaram na colocação do Brasil são a baixa qualificação e o fato da chamada atividade criativa se desenvolver no país na dimensão informal da economia”, afirma o professor Dennis de Oliveira.

Em entrevista concedida ao jornal Executivo de Valor, Richard Florida diz que o Brasil só irá prosperar na economia da criatividade quando começar a pensar a economia de uma nova forma, que leve em conta e valorize produções artísticas, esportivas ou qualquer área de atuação envolvida com idéias, criatividade, imaginação e inovação. Ao criar um ambiente satisfatório para a execução de idéias inovadoras, a posição brasileira no Índice Global de Criatividade irá melhorar, afirma.

Para Dennis de Oliveira, só a valorização não será suficiente para que a Economia Criativa prospere no país: “o problema não é apenas a valorização destas atividades, mas principalmente construir mecanismos de gestão destes processos pelos próprios produtores artísticos, esportivos e culturais”. O professor da ECA aponta o cooperativismo cultural como um modelo que valoriza os produtores e gestores artísticos. “O cooperativismo é uma saída interessante para que enfrentemos a situação atual em que, ao mesmo tempo que a Unesco reconhece o direito à diversidade cultural e exorta no investimento no diálogo cultural; mais de 80% da produção cultural é controlado por seis oligopólios globais que atuam em todas as áreas de entretenimento”.

Desafios da cooperação cultural entre os países de língua portuguesa

Postado em 16 de novembro de 2010 por Cooperativa Cultural Brasileira


Por Giorgio Rocha

Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e o Timor-Leste estabeleceram intercâmbios em diversas áreas, como tecnologia, ciência, educação, economia, esportes e também no campo das artes. Desde 2000, quando foi assinada a “Declaração do Estoril” – documento com as ações conjuntas para a promoção de políticas de intercâmbio - pelos Ministros da Cultura de cada nação, a cooperação cultural entre os países de língua portuguesa tem se fortalecido. Entre 2005 a 2006 foram assinados cinco acordos, além da criação de programas e o estabelecimento de parcerias.

Surgida no ano de 1996, após um programa de intercâmbio concebido pelo governo português, a Cena Lusófona – Associação Portuguesa para o Intercâmbio Teatral – com sede na cidade de Coimbra, tem exercido um papel de destaque para o fomento de intercâmbios culturais. As iniciativas da Cena Lusófona viabilizaram diversas co-produções de espetáculos e o Festival Estação - um evento anual e rotativo - que já passou por países como: Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Unidos por uma herança histórico-cultural e lingüística, nações nada simétricas e distintas em termos de tamanho e população, como Brasil e Cabo Verde, formam a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Para evitar que as diferenças entre os membros da CPLP se tornem obstáculos à integração cultural e também com o objetivo de ampliar o diálogo para além das decisões governamentais foi criado o Encontro Internacional sobre Políticas de Intercâmbio.

O Encontro sobre Políticas de Intercâmbio, promovido pela Cena Lusófona, ocorreu em dezembro de 2009, em Coimbra, e reuniu artistas, agentes culturais, políticos e organizações de cultura que realizam um trabalho relevante na promoção de políticas de intercâmbio - a Cooperativa Cultural Brasileira participou do Encontro e foi representada pela presidente Marília de Lima – e teve a finalidade de definir um caminho focado em objetivos concretos e ao alcance de todos com respeito à diversidade e identidade cultural de cada nação.

Em 2011 a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa completa 15 anos de existência e, a “Declaração do Estoril” revela-se apenas uma carta de intenções. O trabalho realizado por organizações como a Cena Lusófona, que ressalta a importância do papel dos artistas e das organizações culturais no diálogo e formulação das políticas culturais, impede de ruir as bases para uma sólida construção da comunidade cultural de língua portuguesa.